terça-feira, novembro 30, 2010

Bancarrota - 7

O perú não chega ao Natal
e o reCavaco que se ponha a pau!
Insolvent – Greece, Ireland, Portugal and probably Spain
Posted by Neil Hume on Nov 30 10:45.

[...] Ireland is insolvent, Portugal is quietly insolvent, Greece is de facto insolvent and Spain will be insolvent once the problems in its banking sector are recognised.
[...] Buiter predicts the ECB could be forced to buy Spanish government paper and fund its banking system by purchasing the debt from the European Financial Stability Facility if things get really bad. — in FT Alphaville .
A compra da cadeia de lojas Carrefour pelo Continente, em 2007, coincidiu com uma proliferação de lojas de mini-preço pelo país fora. É isto que importa reter, e não a histeria hipnótica organizada em volta da vinda do FMI. Estamos falidos e em regime de piloto automático desde 8-9 de maio último, sob comando da Alemanha e do BCE. A classe partidária portuguesa, por inteiro, incluindo o traste presidencial, é responsável por este descalabro.

Como o LEAP2020/GEAB anunciou, em 8-9 de maio deste ano deu-se um golpe de Estado no seio da União Europeia, o qual devolveu à Alemanha e à França os comandos de um projecto por eles imaginado no pós-guerra. Desde aquele fim-de-semana furtivo que Portugal se tornou num protectorado de Bruxelas.

No entanto, Alemanha tem um dilema pela frente:
  • se duplicar ou triplicar o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF), para acorrer às insolvências dos PIGS, da Bélgica e da própria França, incorrendo no mesmo estratagema do Quantitative Easing (QE) adoptado pela declinante América de Bush e Obama, o euro chegará rapidamente à paridade com o dólar, e as economias emergentes, capitaneadas pela China, Rússia, Brasil e Irão fugirão destas pseudo moedas de reserva a sete pés... seja para um novo regime de trocas internacionais bilaterais (yuans por rublos, reais por pesos, etc.), seja para o ouro. Se Angela Merkel optar por "salvar" os gastadores improdutivos da Europa, o ouro poderá facilmente duplicar ou triplicar o seu valor no prazo de um a dois anos!  
  • Se, por outro lado, a Alemanha deixar cair aos trambolhões uma parte significativa da União, e os PIGS empobrecerem demasiado, passando a abastecer-se cada vez mais nas lojas chinesas, a Alemanha ver-se-à forçada abandonar o euro, lançando a Europa numa convulsão sem precedentes.
É um dilema dos diabos!

3 comentários:

LUSITANO disse...

Caro
António Maria,
Permita-me o abuso de deixar aqui um comentário, que marca a minha estreia como comentador no seu blogue.
Realmente, há muito que Portugal está na bancarrota, não é novidade, um país que importa mais de 70% do que come, que tem uma fraca produção industrial (apesar dos propagandistas oficiais do regime nos quererem fazer crer o contrário), uma agricultura que ao pé dos nosso vizinhos espanhóis não passa duma agricultura de quintal, com ums pescas pouco mais que artesanais, apesar de termos a maior ZEE da Europa, com um sector primário quase inexistente, como não podemos estar falidos há muito???
Fala da compra do Carrefour pelo Continente do Sr. Belmiro, mas qual terá sido a causa, os franceses são burros???
Não, perceberam que as grandes unidades vão ficar na prateleira dentro de algum tempo devido ao cada menor poder de compra dos portugueses, e tal como diz e bem, apostaram na rede dos Minipreços, que, como lojas discount, poderão ter mais sucesso do que os mastodontes Azevedianos.
Curiosamente, há muito que digo que um dos principais factores que mais tem contribuido para o aumento da dívida pública são precisamente o excesso de super's, hiper's e centros comerciais, nós não temos poder de compra para tal quantidade desses estabelecimentos, isso juntamente com a grande quantidade de lojas orientais, tem arrebentado não só com o pequeno comércio tradicional como com tudo o que está a montante dese comércio, pequenos produtores agrícolas e industriais, pequenos importadores e armazenistas e por aí fora levando ao desemprego centenas de milhares de pessoas, por outro ,essas grandes superfícies devido ás enormes quantidades que precisam de cada produto, optam pela importação dos mesmos obrigando assim, a que se tenha de pedir dinheiro emprestado para essas aquisições.
Com uma situação destas, não há volta a dar, é miséria garantida para muitos milhares de portugueses.
Cumprimentos.
LUSITANO

CHICOTE disse...

Caro Lusitano,

Bem-vindo ao António Maria ;)
Tem razão: a nomenclatura desmiolada, ou corrupta, ou ambas, que constitui o poder em Portugal, vendeu o país por um prato de lentilhas, i.e. trocou subsídios e luvas pela destruição da nossa economia. Agora, quando os credores batem à porta, sem se lembrarem do que levaram de Portugal, que resistência lhes podemos oferecer? Talvez uma pequena vingança de chinês: tornar-mo-nos numa grande porta de entrada da China, da Rússia, da Índia e do Brasil, na Europa, actualizando rapidamente para isso a nossa rede multimodal de transportes — sobretudo marítimos e ferroviários!

LUSITANO disse...

Caro
Chicote,
Para podermos "actualizar rapidamente" os transportes marítimos e ferroviários, tínhamos de ter dinheiro para isso, e como e diz e bem a propósito da tal "vingança do chinês", poderíamos de certo modo ser a porta de entrada dos produtos desses países emergentes e futuras grandes potências económicas, o problema é que os chineses por exemplo, que tinham interesse no porto de Sines, parece que já rumaram para outros portos, por isso, não estou a ver que esses países estejam à espera de que voltemos a ter capacidade económica para a construção de tais infraestruturas e a respeito de caminhos-de-ferro estamos conversados, só parece valer o "TGV", o resto não interessa, basta ver os cortes que Sócrates tem feito nos vários ramais ferroviários, mais de 200 Kms em pouco mas de um ano, deixando por exemplo, uma província como Trás-os-Montes sem comboios, ou deixando Coimbra a ver comboios por um canudo ao ter acabado com o Ramal da Lousã.
Muito haveria para dizer sobre o desnorte desta gente toda, incluindo os restantes partidos que são afinal, todos farinha do mesmo saco.
Cumprimentos.
LUSITANO