sábado, maio 04, 2013

Partido Democrata-partido inteligente




Carta aos aderentes,​

É inadiável agir e precisamos, por isso, de um novo partido político que seja uma plataforma democrática e pragmática de resolução justa dos inúmeros problemas com que nos debatemos e têm vindo a agravar-se de forma rápida e dramática para milhões de portugueses.

Cheguei ao fim de vários anos de reflexão e espera a esta conclusão simples, mas pesada de consequências: é necessário criar uma nova plataforma política organizada e com vocação de poder, ou seja, preparada para disputar posições nas autarquias locais, no parlamento nacional e no governo do país.

O sistema partidário que temos está esgotado e sem capacidade de se regenerar sem o aparecimento e intervenção de novos interlocutores democráticos sérios e verdadeiramente representativos dos portugueses, sobretudo daqueles que olham aterrados para o empobrecimento catastrófico do país e para a corrupção infinita que atingiu o regime democrático.

O Partido Democrata é uma ideia a caminho de ser um projeto. Uma ideia aberta e um projeto pragmático de cooperação sem preconceitos.

Diria que a sua regra de ouro é esta:

— esquecer as ideologias tradicionais e negociar com pragmatismo e boa fé, em nome da justiça, do equilíbrio e da felicidade das pessoas.

Tenho vindo a desenvolver reuniões e conversas (por email, Skype, telefone e presenciais) com pessoas de todo o país. Estamos no começo, e nada há de mais estimulante do que começar algo novo!

Se quiser entrar na nossa conversa, será muito bem-vindo, será muito bem-vinda.

Iremos em breve convocar uma, ou várias e em simultâneo, convenções destinadas a aprovar um documento muito simples (10 mandamentos no máximo!) na base do qual se considere fundado o Partido Democrata.

Tudo o resto, programa, estatutos, organização, legalização, virá depois, com o tempo e as mediações que foram necessárias ao saudável crescimento desta nova plataforma de congregação política democrática.

Por enquanto, este movimento de vontades não obedece a nenhuma comissão coordenadora, nem a nenhuma pessoa em particular, o que não significa que esteja sem direção. As redes sociais, de que o Partido Democrata é e será cada vez mais uma emanação, trazem uma lógica colaborativa e de decisão inovadora à ação política e social das comunidades. Por aqui andaremos, sem a ingenuidade de acreditar no anti-partidismo primário, que apenas serve as mordomias de quem se apropriou das instâncias do poder democrático constitucional, mas não prestou bom serviço ao país.

Esperamos por si. Adira ao Partido Democrata, já!

Um abraço fraternal,

António Cerveira Pinto — em nome de todos os que já decidiram entrar nesta nau de esperança e vontade de agir.

ADERIR AO PARTIDO DEMOCRATA

4 comentários:

António Tânger disse...

Parece-me uma ideia interessante. Em vez de partido não poderia começar como Movimento ?

antonio cerveira pinto disse...

É preciso chamar os bois pelos nomes ;)

No fim de contas, sem aceder ao parlamento, às autarquias locais, ao governo, e sem influenciar a eleição do próximo presidente da república, que podem os movimentos de opinião e as manifestações sem programa?

JS disse...

Para ter o mesmo tipo de representação? Certamente que não...".

Sendo a natureza humana o que é o único "novo" partido em Portugal seria um anti-partido, cujo programa seria só o de reenquadrar a democracia.

Por outras palavras, um grupo de comprovadamente bem intencionados democratas, apresentaria um "novo" partido cujo único solenemente declarado propósito seria obter uma maioria eleitoral qualificada para alterar a Lei Eleitoral.

Lei essa que pura e simplesmente permitiría elegibilidade -directa pelos eleitores- a todos os cidadãos.
Chama-se "representatividade" e sem ela ... é o que se tem visto.

Após o que finalizaría esse preciso mandato e se demetiría, abrindo oportunidade a eleições com a nova Lei Eleitoral.

Bmonteiro disse...

Pronto.
Depois da última ilusão com Fernando Nobre.
Ainda assim, disponível.
Pena, parece-me, o novo partido não poder estar presente já em 2014 - europeias.