segunda-feira, dezembro 16, 2013

Portugal, uma Coreia do Norte Ferroviária

A imprensa indígena não pergunta nada...

Barcelona-Paris em 'TGV' já está!

Paris e Barcelona ligados por nova linha de alta velocidade — Euronews.
Alta Velocidad España – Francia — Renfe.

Desde ontem que passou a ser possível viajar sobre bitola europeia entre Espanha e França, ao contrário do que os políticos indígenas corruptos, falsos consultores e consultores vendidos propagaram nos últimos anos. A Espanha não se ligaria a França e ao resto da Europa antes de 2030, diziam entre dentes.

O gaúcho Pinto (da TAP) e muitas pessoas poderosas deste falido país ainda não perceberam que terão cada vez menos margem de manobra sobre o que é essencial. Se houver um programa cautelar, ou um 2º resgate, os credores vão obrigar Portugal a tomar soluções radicais e rápidas.

A transportadora aérea Ibéria foi reestruturada a tempo, pois a empresa ainda tinha mil milhões de euros de reservas.

O Sérgio Monteiro, mesmo com a empresa nas mãos do Estado, não reestruturou a TAP.

Passaram dois anos e meio e nada fez. Esta é a realidade dos factos. Num 2º resgate o processo vai ser feito à pressa e sem conversa, pois a TAP tem elevados prejuízos todos os anos e já tem um passivo superior a 2,5 mil milhões de euros.

A nossa Imprensa indigente passa o tempo a falar nos prejuízos das empresas de transporte mas não diz uma única palavra sobre a brutal dívida da TAP. O mesmo acontece com a dívida, ainda maior, da EDP, que supera os 18 mil milhões de euros. É o resultado das pequenas mordomias e dos contratos de publicidade, imagino.

Se não corrermos com a corja corrupta que tem o poder nas mãos, ficaremos a ver navios e a ver passar os comboios nos próximo trinta anos...


ÚLTIMA HORA

A ADFERSIT acaba de emitir um comunicado (mais de 24h depois deste post ter ido para o éter, e ainda não publicado no seu sítio web, nem no Facebook), a propósito da recente ligação de Espanha a França em ferrovia de bitola europeia, onde alerta o governo para o perigo de Portugal se transformar numa 'ilha ferroviária'.

Vamos abrir uma garrafa de Espumante Bruto da Ermelinda de Freitas ;)

Do comunicado: "[...] a Espanha está a vencer o isolamento ferroviário e a reforçar a sua integração na Europa, melhorando a competitividade das suas ligações aos mercados europeus e desta forma a competitividade da sua economia.

E Portugal que caminho vai seguir? Será que os nossos Governos ao mesmo tempo que dizem querer promover as exportações, vão continuar a fazer o contrário ao nível das infraestruturas de transporte? Vamos continuar sem

ligações ferroviárias diretas aos mercados europeus, mantendo o transporte terrestre de mercadorias na dependência da rodovia? Devido aos constrangimentos ambientais e energéticos que no futuro vão reduzir a competitividade da rodovia, a política de “ilha ferroviária” só nos conduzirá ao isolamento e ao empobrecimento. Ou vamos construir a rede ferroviária de bitola europeia.

A Direcção da ADFERSIT

17 de Dezembro de 2013"

Última atualização: 17/12/2013, 17:27 WET

2 comentários:

antonio cerveira pinto disse...

Email recebido:

Gostava de ver como é que o Caldeirinha consegue fazer passar pelo (estreito) do Outão os ditos Super Panamax. Lá que é fundo é, mas aquilo é um pouquito apertado, e pode-se dar o caso de um segundo Costa Concórdia. Mas que importância tem esse pequeno pormenor quando está em risco, por exemplo, a actividade de uma LISNAVE. Presumo que para o Caldeirinha a LISNAVE só atrapalhe.

Curioso o facto da ADFERSIT não emitir nenhum comunicado relativamente às ligações em UIC entre França e Espanha. Já passaram 48 horas! Será que a ADFERSIT está confortável com a situação, corroborando o isolamento ferroviário português! Se a ADFERSIT não aproveita uma oportunidade destas para marcar presença, então para que existe! Será só para organizar congressos e seminários!

O programa espanhol de encerramento da bitola ibérica promoveu o português "PET" a PETA, e agora a ligação entre França e Espanha em UIC pulveriza o fantástico estudo encomendado pelo Sérgio aos lóbis. Presumo que a apresentação do dito estudo vai ser adiado para as calendas, pois os marotos dos espanhóis escolheram o momento de iniciarem o serviço entre Espanha e França exactamente quando se estava na fase de "refinamento" das virgulas do salvador "estudo" encomendado pelo Sérgio ;D


Para "memória futura": recuando um pouco no tempo, inicialmente a ADFER defendia que Espanha nunca se iria ligar a França em UIC. Depois da Pastor ter entregue o "ultimatum" à bitola ibérica, a posição da ADFERSIT passou a ser esta: as obras entre Madrid e Badajoz vão parar. Pelo meio desta estratégia estava sempre presente a esperança de que o NAL de Alcochete fosse para a frente. As obras na Galiza parece estarem a avançar conforme o previsto, e Salamanca e Valladolid estarão na rede UIC, e como já se disse o Porto quer ligar-se à rede de AV em Vigo. Será que a nova estação que o Rui Moreira quer construir no Aeroporto de Pedras Rubras é em bitola ibérica! Como o Metro do Porto, será certamente em UIC!


Ontem nas TV's e imprensa em geral, SILÊNCIO total sobre as ligações França / Espanha em UIC. R.

antonio cerveira pinto disse...

A ADFERSIT acaba de emitir um comunicado (ainda não publicado no seu sítio web, nem no Facebook), a propósito da recente ligação de Espanha a França em ferrovia de bitola europeia, onde alerta o governo para o perigo de Portugal se transformar numa 'ilha ferroviária'. Vamos abrir uma garrafa de Espumante Bruto da Ermelinda de Freitas ;)

Do comunicado: "[...] a Espanha está a vencer o isolamento ferroviário e a reforçar a sua integração na Europa, melhorando a competitividade das suas ligações aos mercados europeus e desta forma a competitividade da sua economia.

E Portugal que caminho vai seguir? Será que os nossos Governos ao mesmo tempo que dizem querer promover as exportações, vão continuar a fazer o contrário ao nível das infraestruturas de transporte? Vamos continuar sem

ligações ferroviárias diretas aos mercados europeus, mantendo o transporte terrestre de mercadorias na dependência da rodovia? Devido aos constrangimentos ambientais e energéticos que no futuro vão reduzir a competitividade da rodovia, a política de “ilha ferroviária” só nos conduzirá ao isolamento e ao empobrecimento. Ou vamos construir a rede ferroviária de bitola europeia.

A Direcção da ADFERSIT

17 de Dezembro de 2013"