Mostrar mensagens com a etiqueta SOS Racismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta SOS Racismo. Mostrar todas as mensagens

domingo, agosto 27, 2017

Extrema esquerda e o 'deep state' americano

Imagem difundida sobre a caça de Bin Laden observada em tempo real pelos democratas da Casa Branca

Uma caça ao voto que pode semear tempestades


Marisa Matias acusa Passos Coelho de ensaiar discurso racista e xenófobo 
“O discurso de extrema-direita está a ser trazido para a cena pública eleitoralista nacional não por via dos partidos de extrema-direita, que têm pouca expressão, mas por via de um dos maiores partidos do sistema, que é o PSD”, condenou Marisa Matias em declarações aos jornalistas à margem da abertura do Fórum Socialismo 2017, a “rentrée” política do Bloco de Esquerda que decorre a partir desta sexta-feira e até domingo em Lisboa—in Observador, 26/8/2017. 

A pândega Marisa Matias acusou Pedro Passos Coelho, o ex-primeiro ministro e ganhador das últimas eleições legislativas, de racismo e xenofobia. Não saberá esta pândega da extrema-esquerda caviar, com quem é Pedro Passos Coelho casado? Só mesmo a idiotia, a má fé, ou o sectarismo incendiário pode justificar estes acessos de fundamentalismo invertido.

Se a cor da pele e a xenofobia são os fantasmas que alimentam o populismo eleitoral, perigoso, do Bloco de Esquerda, ou mesmo do PCP, haveria que perguntar-lhes como tencionam anular o défice em que se encontram nesta matéria quando comparados com os demais partidos com assento parlamentar: PS, PSD e CDS/PP. Apesar de há décadas o Bloco estar envolvido no SOS Racismo, não há um único mestiço, ou negro, ou asiático, ou muçulmano, ou sequer brasileiro, que eu saiba, nas estruturas dirigentes do bloco de trotskystas, maoistas e estalinistas arrependidos atualmente no poder. E muito menos na Assembleia da República. Como tencionam recuperar este atraso cultural? Talvez uma política de quotas ajudasse.

Não deixa, por outro lado, de ser uma coincidência curiosa o alinhamento objetivo do Bloco de Esquerda com a política americana para Angola: desestabilização.

Ou ainda com a estratégia propagandística montada pelo deep state americano para enfraquecer e controlar a presidência de Donald Trump: acicatar os ancestrais ódios e discriminações de raça e género existentes na América. Parece que também em Portugal, o Bloco pretende seguir a mesma estratégia de divisão ideológica e política do país.

Presidente da Câmara dos Representantes critica Trump por perdoar ex-xerife 
Donald Trump indultou na sexta-feira o ex-xerife Joe Arpaio, de 85 anos, que arriscava uma pena de prisão de até seis meses, depois de ter sido considerado culpado em julho por desobediência à justiça e continuar a prática de detenção de pessoas por razões raciais—in Observador, 27/8/2017.

Nada mudou no racismo histórico americano depois da chegada de Trump ao poder. Basta contar os negros mortos pela polícia americana durante a era Obama!

Há uma guerra civil larvar nos Estados Unidos, e está a ser alimentada pelas alas radicais mais corruptas do Partido Democrático e do Partido Republicano (o bloco central lá do sítio), precisamente aquelas que querem a indústria militar americana e o poder americano projetados em todos os cantos do planeta.

Ora o símbolo máximo desta fronda verdadeiramente fascista da América é uma senhora chamada Hillary Clinton. Lembram-se como montaram e disseminaram os videos pornográficos sobre o enforcamento de Saddam Hussein, sobre caça de Bin Laden e sobre o assassinato de Mohamad Kadafi? Não foi Donald Trump, pois não? De onde vem então a retórica de meretrizes ofendidas que acometeu os média americanos, bem denomindados por Trump, como FAKE NEWS? Basta de papar toda a trampa mediática que Washington e Nova Iorque nos impingem permanentemente através das suas redes capilares!

Temos que evitar a armadilha que nos lançaram sobre Donald Trump.

Criticar quem o ataca, criticar nomeadamente o 'deep state' americano, de que o sistema mediático falido faz parte, não é defender necessariamente Trump, nem as suas ideias, nem o seu passado. Tal como exigir uma política de imigração que evite e combata a formação e o amadurecimento de células terroristas de exércitos estrangeitos no nosso país, não é prova, nem de racismo, nem de xenofobia, nem de intolerância religiosa. Insinuar, ou pior, afirmar o contrário de forma encapsulada, é que prova a existência de uma agenda escondida que, se não prova uma predisposição para alimentar o terrorismo, exibe, pelo menos, a evidência de um recalcamento psicológico perverso. Como se o radicalismo revolucionário recalcado pelo oportunismo parlamentar, e agora ainda mais pela Geringonça, encontrasse na proteção temerária à imigração descontrolada e aos residentes estrangeiros que praticam crimes e conspiram contra as populações (ou se treinam para isso no nosso país) uma forma de redenção narcísica.

É preciso confrontrar o senhor Louçã e as senhoras que hoje mandam no Bloco com perguntas precisas sobre estes temas. E é preciso fazer perguntas igualmente claras ao primeiro ministro e ao cardeal Santos Silva, sobre a política de segurança e defesa do país.

Os populismos, de direita e de esquerda, serviram-se sempre e continuam a servir-se dos preconceitos, dos atavismos e da fé religiosa, bem como das formas endémicas mais ou menos inócuas de racismo e xenofobia existentes nas sociedades, para dividi-las e queimar os laços de solidariedade social e cosmopolismo que dão força, expressão e paz às comunidades, aos países e às regiões do mundo, mesmo em situações de stress económico duro e prolongado.

No caso de Marisa Matias, brincar com o fogo pode sair caro ao Bloco, o que não me precoupa, mas sobretudo ao país, o que me preocupa muito. Chegou o momento de pedir responsabilidades a António Costa pela geringonça a que se agarrou para chegar ao poder. O preço ideológico deste pacto com o diabo do fundamentalismo oportunista mascarado de marxismo arrisca-se a dividir a sociedade portuguesa para lá dos limites aceitáveis.

Costa quis dividir o país entre esquerda e direita—um tiro que acabará por sair-lhe pela culatra. Mas o calvinista vermelho do Bloco, Francisco Louçã, quer regressar à Idade Média!

Vale a pena ler a este propósito o que opina Paulo Carvalo sobre o racismo em Angola...
‘O racismo em Angola precisa de ser desmistificado, desconstruído e esclarecido’
Outubro 16, 2014 Entrevista Dani Costa. O País.
Professor titular na Universidade Agostinho Neto, Paulo de Carvalho é co-autor do livro ‘O que é racismo?’ que vai ser lançado nos próximos dias, em Luanda. O assunto é considerado por muitos como tabu. O sociólogo aceitou falar a O PAÍS sobre o tema, com ideias próprias, como, por exemplo, acreditar que a ‘mestiçagem é o futuro da humanidade’. De qualquer modo, o nosso entrevistado pensa que a questão do racismo no país precisa de ser debatida sem preconceito.
Em Angola existe ou não racismo? 
É difícil responder taxativamente a essa pergunta, numa breve entrevista. O meu texto, no livro, intitula-se “Racismo enquanto teoria e prática social”. Incluo aí um item intitulado “Há racismo em Angola?”, cuja leitura aconselho. Mas vou tentar responder à pergunta, abordando dois aspectos distintos. Primeiro, se me pergunta se há casos de discriminação racial em Angola, respondo positivamente: há-os, sim. Aliás, não era de esperar outra coisa, pois saímos de um longo período colonial há muito pouco tempo, para se ultrapassarem as sequelas daí resultantes – incluindo as que têm a ver com aquilo que se designa habitualmente por “raça”. Mas se a pergunta é se existe racismo institucionalizado em Angola, a resposta só pode ser negativa. 
Havia, sim, no período colonial, mas a proclamação da independência trouxe uma série de coisas boas, sendo uma delas a eliminação do racismo institucionalizado. Hoje, as pessoas têm acesso ao ensino superior (por exemplo), independentemente da cor da pele – coisa que não ocorria no período colonial. Hoje, não é a cor da pele que determina quem chega ao topo de qualquer carreira profissional em Angola. 
E além disso, é preciso reconhecer que (ao contrário do que sucede com alguns grupos étnicos) não há reuniões de grupos raciais como tais, para se traçarem estratégias de actuação comum. Portanto, acredito que a fase do racismo institucional esteja ultrapassada em Angola, o mesmo não se podendo dizer de manifestações que encerram discriminação racial, que existem de forma isolada, não de forma organizada. As pessoas comuns (e até alguns jornalistas e políticos) confundem estas duas perspectivas, que são distintas e, por isso, não devem ser consideradas no mesmo patamar. Uma coisa é o racismo institucional (mais global, mais abrangente), outra são actos de discriminação racial (mais isolados, menos abrangentes e com menor percepção social). 
Distinga os tipos de racismo que existem em Angola? 
Há, realmente, vários tipos de racismo – desde aquele que encerra apenas preconceito, àquele que encerra discriminação e violência massiva. Em Angola, temos uma série de racismos aprendidos socialmente, seja na família, seja no grupo étnico, seja nos grupos de amigos, seja ainda através de alguns meios de comunicação social cujo objectivo é criar a divisão no seio dos angolanos. 
Pode dizer-se que não há em Angola racismo que envolva violência massiva e praticamente não existem actos de racismo com violência. O racismo mais comum pelo mundo é o que pressupõe a supremacia dos mais claros, como se o dia tivesse supremacia sobre a noite e como se ambos não se complementassem apenas. Por cá existe este racismo tradicional, que foi herdado do período colonial. 
Mas existem também outras manifestações de racismo, que pressupõem que à supremacia demográfica de uns deva corresponder a sua hegemonia e o afastamento dos grupos “raciais” menos expressivos. Um e outro racismo consideram elevada dose de egoísmo, pois em cada um dos casos se pega nalgumas das diferenças somáticas perceptíveis para tirar algum benefício. Esta é a questão fulcral a considerar: tal como sucede com a utilização da diferenciação étnica, também se utilizam supostas diferenças “raciais” de forma mais ou menos subtil, para procurar tirar vantagem económica, social ou política. Temos, pois, de estar atentos a isso.