segunda-feira, dezembro 15, 2014

Cair num novo resgate depende dos eleitores

Números de 2012 em Simon Thrope's Ideas on Economy

Cuidado com os revisionistas!


Portugal, Espanha e Grécia, embora na ordem inversa, voltam a ser os tubos de ensaio da Europa.

Os eleitores portugueses, se deixarem o PS aproximar-me dos esqueletos do estalinismo, do maoísmo e do trotskysmo revisionista, acabarão por empurrar o país para um beco sem saída, pior ainda do que o da Grécia. É que a nossa dívida total per capita é maior do que a dos gregos!

A Grécia de novo
Observador. João Marques de Almeida, 14/12/2014, 17:47

Se o Syriza chegar ao poder no início do ano, as consequências chegarão a Portugal e aos outros países do Euro. O regresso da desconfiança em relação ao Euro por parte dos mercados será o maior risco. Se isso acontecer, os países com finanças públicas mais vulneráveis – como Portugal – voltarão a pagar juros mais altos para se financiarem nos mercados. Antes que as almas mais sensíveis se indignem, convém recordar a realidade. Os governos não recorrem aos mercados por prazer, ou por razões ideológicas, mas sim por necessidade. O recurso aos mercados une a esquerda e a direita. Todos necessitam de se financiar nos mercados porque os recursos nacionais não são suficientes para pagar as despesas. E os “mercados” só emprestam com juros baixos se confiarem que os empréstimos serão pagos.

1 comentário:

Carlos Miguel Sousa disse...

As avaliações semestrais da Troika, são a forma de auscultação da saúde financeira do estado português por parte do BCE.

As coisas já começaram a descambar novamente, quer António Costa, quer Pedro Passos Coelho ou Rui Rio, sabem que se o BCE retirar o apoio à dividas soberanas do Euro, as coisas podem-se complicar novamente.

Não há nada que impeça o BCE de retirar o apoio à divida externa Grega, mantendo-o a outros países da zona euro, em caso de vitória do Siryza.

O mesmo pode acontecer aqui se as contas públicas voltarem aos «maus hábitos» de outrora.

António Costa sabe tão bem como Passos Coelho que o país vive no limiar da ingovernabilidade.