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sábado, fevereiro 07, 2026

O fim da burguesia portuguesa


A margem que resta na nossa democracia

Salvo alguns bancos e seguradoras, toda a economia portuguesa entretanto semi-alienada, ou foi diretamente vendida a investidores estrangeiros, ou, no caso da maioria dos setores estratégicos da nossa soberania, foi objeto de sucessivas concessões por longas décadas — o que não é tão mau como uma venda pura e dura de ativos. Apesar de tudo, mesmo os bancos, as seguradoras e as empresas de telecomunicações privados, para operarem, precisam de licenças do Estado português — o que até certo ponto protege o país da pura alienação de ativos. Compete, assim, à burguesia burocrática que temos (as outras quatro — agrária, industrial, comercial e financeira — estão, desde o início deste século, em vias de extinção) gerir de forma competente e honesta os contratos de concessão e as licenças. Por outro lado, a burguesia burocrática que resta confunde-se com o próprio sistema partidário, e com o Estado! Cabe, em suma, aos eleitores exigir-lhe, nas urnas, o cumprimento diligente e inteligente desta tarefa. É a margem da nossa democracia.

terça-feira, outubro 25, 2011

A fuga fiscal

É preciso desblindar a corrupção, esteja onde estiver!



Senhores Pedro Passos Coelho, Carlos Costa, Vítor Gaspar e Álvaro Santos Pereira,

não basta actuar nas aparências, por mais importantes que estas sejam —refiro-me à caça que tem que ser feita aos privilégios da indecorosa nomenclatura que temos. É fundamental também atacar as raízes do problema que conduziu à bancarrota do país. E entre estas está a evasão fiscal maciça aos impostos das 19 maiores empresas portuguesas que deslocaram as suas sedes fiscais para a Holanda, um país de piratas que há muito aprendeu a roubar o que é nosso!

Vocês não podem enforcar o contribuinte indígena que não tem como deslocar a sua pessoa fiscal para a Holanda, Gibraltar ou para as ilhas piratas da rainha de Inglaterra, enquanto permitem que a burguesia rendeira se ria de vós e de todos nós!

E não me venham com as desculpas esfarrapadas dos contratos blindados (a EDP e as barragens da corrupção, SCUDs, PPPs, etc.), nem com a liberdade de circulação de capitais na Europa e neste mundo globalizado. Os mesmos advogados a soldo que blindaram, desblindam! E assim como o Japão soube muito bem tornar o seu país uma fortaleza inexpugnável às importações, e sabe muito bem levar pela trela a sua não menos luxuriante e indecorosa burguesia, também agora vossas excelências, se quiserdes sobreviver politicamente, tereis que fazer algo semelhante.

Basta querer!


NOTA: Rui Tavares no Parlamento Europeu, um discurso que subscrevo 100%. Mas este já não é do Bloco, pois não? Ainda bem!