segunda-feira, abril 16, 2007

Socrates 14


Sócrates vs Banda

Um exemplo a seguir...

Lucius Banda, proeminente cantor do Malawi, que se destacou pelo modo eficaz como usou a sua música na denúncia do longo governo autoritário do seu país, protagonizado pelo Sr. Hastings Kamuzu Banda, viu-se envolvido em 2005 num caso de polícia por causa da falsificação do seu certificado escolar, a que terá recorrido para poder concorrer às eleições legislativas do Malawi, em resultados das quais viria a ser eleito deputado. Da denúnica, promovida, segundo Lucius Banda, por gente da oposição, resultou um inquérito e um julgamento. A sentença aplicada foi de 21 meses de prisão. No entanto, um tribunal de segunda instância, para o qual apelou, decidiu suspender a sentença tendo em consideração que a mesma era excessiva, por ser a primeira condenação aplicada àquele cidadão. E assim, cantando e dançando com os seus inúmeros fãs, se safou Lucius Banda de um tremendo susto de que jamais se esquecerá.

A partir de agora, quando quisermos ir buscar um canto deste planeta para exemplo do que se não deve fazer em Portugal, África não será concerteza.



Última hora!

UnI: Conclusão s/ averiguação a processo de J. Sócrates divulgada 3ªfeira

A Universidade Independente vai divulgar terça-feira as conclusões da averiguação realizada internamente ao processo de José Sócrates, numa conferência de imprensa para a qual convidou o primeiro-ministro e o ministro do Ensino Superior, disse a assessora da instituição.

Em declarações à agência Lusa, Maria João Barreto explicou que está a decorrer um «processo de averiguações internas» aberto sábado, na sequência da divulgação de diferentes certificados de habilitações de José Sócrates, que a Universidade Independente (UnI) considerou poderem ser forjados. (ver resto da notícia nos Comentários).

OAM #194 16 ABR 07

6 comentários:

Antonio Cerveira Pinto disse...

UnI: Conclusão averiguação processo Sócrates divulgada 3ªfeira

A Universidade Independente vai divulgar terça-feira as conclusões da averiguação realizada internamente ao processo de José Sócrates, numa conferência de imprensa para a qual convidou o primeiro-ministro e o ministro do Ensino Superior, disse a assessora da instituição.

Em declarações à agência Lusa, Maria João Barreto explicou que está a decorrer um «processo de averiguações internas» aberto sábado, na sequência da divulgação de diferentes certificados de habilitações de José Sócrates, que a Universidade Independente (UnI) considerou poderem ser forjados.

«Enviámos há cerca de uma hora um fax ao primeiro-ministro e ao ministro do Ensino Superior a convidá-los a estarem presentes numa conferência de imprensa a realizar amanhã [terça-feira], em hora a sugerir pelo primeiro-ministro, no âmbito da qual queremos esclarecer tudo o que rodeia o caso das habilitações de José Sócrates», afirmou.

Para tal, será divulgado o dossier do processo do aluno José Sócrates, que a instituição guarda num cofre blindado onde estão também depositados documentos relacionados com o processo académico de outras figuras públicas que estudaram na Independente.

Segundo a assessora, a instituição guarda estes documentos num cofre privado, com o objectivo de «salvaguardar a vida privada de cidadãos que aqui estudaram e que entretanto adquiriram notoriedade».

«Mas como têm vindo a público tantas controvérsias, com alegadas falsificações e contradições na forma, decidimos divulgar os documentos para a salvaguarda do bom-nome da universidade», justificou.

A abertura do processo de averiguações foi anunciada sábado pela UnI, depois de ser divulgado um segundo certificado de habilitações de José Sócrates, com notas divergentes e uma data de emissão diferente da que consta no diploma de licenciatura que o primeiro-ministro mostrou quarta-feira na entrevista à RTP.

O segundo certificado, datado de 8 de Agosto de 1996, foi enviado à Câmara da Covilhã em 2000, a pedido de Sócrates, numa folha da universidade que identifica a instituição com um código postal e número de fax com a nova numeração, introduzida depois de 1998.

«Em prol da verdade e da transparência, afirma-se que, a haver documentos díspares, alguns poderão ser forjados e, por isso, vamos apurar responsabilidades», anunciou a UnI, num comunicado divulgado sábado.

De acordo com Maria João Barreto, «a multiplicação de certificados visa descredibilizar a Universidade», imputando-lhe «culpas» pela existência de documentos contraditórios e divergentes.

Questionada pela Lusa sobre as pessoas de quem a instituição desconfia neste caso, a assessora afirmou, sem querer especificar, que «desde o início há interessados em destruir a UnI em prol de outros negócios».

«Já deram entrada [no Ministério do Ensino Superior] dez novos pedidos para criação de universidades privadas. Se esta fechar, cria-se um novo mercado», afirmou, acrescentando estarem a ser reunidas provas relativas a alegadas angariações de alunos da UnI para outros estabelecimentos de ensino privados.

«Temos a confirmação, testemunhos e documentos escritos que atestam a caça ao aluno da UnI, em negócios feitos com outras universidades privadas», disse.

Segundo a assessora, foi prometido a ex-membros da UnI, «que saíram e estão proibidos de entrar na universidade pela SIDES [empresa proprietária], proventos financeiros em troca da captação de alunos» daquela instituição para outras.

Este «negócio», especificou, não está a ser praticado pelas próprias universidades privadas concorrentes, mas por «alguns professores e responsáveis» dessas instituições.

Há uma semana, o Ministério do Ensino Superior determinou o encerramento compulsivo da UnI, tendo a universidade dez dias úteis para contestar o despacho provisório do ministro Mariano Gago.

No âmbito desse processo, a assessora afirmou hoje que sexta-feira passada, pelas 18:00, a UnI «recebeu um ofício do ministério a pedir um rol de documentos que deveriam ser reunidos e entregues em dois dias úteis».

A universidade contesta este prazo, alegando que a lei prevê cinco dias úteis e que muitos dos documentos solicitados, incluindo relatórios de contas e da própria Inspecção-Geral de Ensino Superior, se encontram actualmente na posse da Polícia Judiciária, estando o seu acesso vedado à UnI.

Diário Digital / Lusa

Diogo disse...

Afinal é só amanhã. O tom bombástico da assessora significou «se nós cairmos, tu também cais». Devem estar neste momento em negociações com Sócrates.

Diogo disse...

Meu caro,

A «Word Verification» da sua caixa de comentários é das coisas mais irritantes que existe. Se já tem o «Comment moderation» para quê a outra?

Antonio Cerveira Pinto disse...

Pura distracção! Já corrigi. Obg. :-)

Antonio Cerveira Pinto disse...

Há seguramente intensas negociações... Os três pastorinhos do Bloco rezam para que corra tudo bem! Mas eu pergunto: se houver negociação, a coisa não irá embrulhar-se ainda mais? Este PM está, na minha desinteressada opinião, condenado, e não se perde nada, ao contrário de quem se derrete perante o seu emblante de tuga despachado... e aldrabão.

Diogo disse...

Ainda vou encontrando pessoas que, não obstante as falcatruas do diploma, defendem que Sócrates tem feito aquilo que era «necessário fazer para o país avançar».

Nem sequer pensam nos estádios do Euro (onde ele foi o mais alto responsável político), nos PIN, no aeroporto de Beja, na Ota e nos TGVs. Não se questionam sobre o como nem o porquê!