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quinta-feira, janeiro 08, 2026

Gouveia e Melo

Um homem de ação em Belém

Recupero esta notícia sobre a posição dos candidatos presidenciais relativamente à captura de Nicolás Maduro. Não há uma que se aproveite e todas se revelaram oportunistas no momento de definir qual seria a posição de Portugal sobre esta matéria.

Todos poderiam ter dito, e não disseram, que a primeira e maior preocupação portuguesa deveria ser a da proteção dos portugueses que vivem na Venezuela.

Alguns poderiam ter dito, mas apenas André Ventura e Humberto Correia o disseram, que Nicolás Maduro era um usurpador do poder constitucional e um criminoso, tendo provocado a fuga de oito milhões de venezuelanos (de um país com apenas trinta milhões) e conduzido o país à situação de estado falhado, completamente hipotecado à Rússia, um país, como sabemos, dominado por uma cleptocracia criminosa, onde a pensão pública de um reformado é de €2. Leram bem: dois euros!

Alguém poderia ter dito (ninguém o fez) que o direito internacional prevalece em tempos de paz, mas não em tempos de guerra. E que havendo claramente uma guerra mundial em curso, com flancos de guerra quente, e flancos de guerra fria (assimétrica, e sem 'restrições'—de acordo com a nova doutrina militar chinesa), a posição portuguesa é clara, como membro da NATO, como aliado dos Estados Unidos e do Reino Unido, e como um dos estados da União Europeia. Ou seja, que NÃO fará o jogo da Rússia, do Irão ou da China, e que contribuirá nas instâncias próprias (como a NATO é a ONU deixou de ser) com as suas análises e propostas de ação.

A condenação comunista, esquerdista e esquerdelha da remoção de Maduro pelos Estados Unidos neste debate entre candidatos presidenciais deixou uma 'selfie' preocupante do estado atual de amadorismo, falta de lucidez política e cobardia dos nossos atores políticos.

Gouveia e Melo e António José Seguro estarão na segunda volta das presidenciais, cortesia dos candidatos da IL e do Livre—duas estrelas novas no firmamento político da terrinha. Ou seja, um deles será o próximo presidente da república português.

Prefiro o ex-almirante, apesar de ter ainda muito que aprender em matéria de estratégia nacional, história de Portugal e sagacidade política. O ex-líder do PS é uma ave rara perdida no labirinto das esquerdas.


RTP Venezuela abriu o debate

O primeiro tema em discussão foi a intervenção dos Estados Unidos com uma operação militar na Venezuela e as consequências para o globo. Luís Marques Mendes admitiu que se trata de uma situação “muito delicada” e que a intervenção que é feita claramente à margem das regras do Direito Internacional.

“Este facto pode legitimar outras intervenções”, alertou, acrescentando que “pode abrir precedentes para o futuro”. O candidato apoiado pelo PSD assinalou ainda que as Nações Unidas “não funcionam hoje em dia”.
O derradeiro confronto na televisão pública acontece depois de 28 debates televisivos entre os oito candidatos inicialmente validados pelo Tribunal Constitucional e é moderado pelo jornalista Carlos Daniel.

Luís Marques Mendes lembrou ainda que a Constituição prevê mais responsabilidades para o presidente da República a nível da política externa e que a principal preocupação do chefe de Estado deve ser com a situação da comunidade portuguesa.

De seguida, Henrique Gouveia e Melo assinalou que Portugal é um país “de média dimensão e a coisa que mais nos protege é o Direito Internacional”.

“Devemos ser claros mesmo com os nossos aliados”, vincou, assumindo receio por uma “ordem internacional com base na força”.

“Está em causa o futuro das relações internacionais”, completou, condenando que se trate um país “como se fosse uma colónia”, posição que já adotou nos últimos dias.

André Ventura considerou que é importante que um “tirano” e “narcotraficante” possa “acabar na cadeia”, lembrando a prisão e a morte de opositores.

“O Direito internacional existe para proteger povos, para proteger pessoas”, afirmou o candidato apoiado pelo Chega, questionando aos restantes candidatos se também estão “contra a captura do Osama bin Laden”.

Ventura lembrou ainda que Portugal não reconheceu Maduro mas últimas eleições e criticou que a Europa “ficou à sombra” dos Estados Unidos após a II Guerra Mundial.

António José Seguro assumiu, em primeiro lugar, preocupação com a comunidade portuguesa e vincou que este é “um momento decisivo para a geopolítica mundial”.

Para o candidato apoiado pelo PS, Portugal deve reagir “com prudência mas com firmeza”, defendendo a realização uma reunião de líderes da NATO: “É importante prevenir mais do que reagir”, assinalando a importância de uma “conversa entre aliados”.

João Cotrim de Figueiredo diz que é possível celebrar a queda de um “ditador sanguinário” mas também “condenar a forma como foi feito”.

O candidato liberal afirma que se deve “exigir um futuro com democracia para a Venezuela”.

Catarina Martins lembrou que Donald Trump perdoou ex-presidente das Honduras e recebeu na Casa Branca o “ditador saudita que mandou esquartejar um jornalista”.

A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda considerou que a segurança da Europa “não pode estar nas mãos dos Estados Unidos” e que há falta de “uma estratégia europeia” para a cooperação em segurança e defesa.

António Filipe afirmou que “não compete a um estado interferir noutro Estado” e que os Estados Unidos recorreram ao “direito da força” quando lançaram o ataque sobre a Venezuela.

O candidato apoiado pelo PCP não hesita em condenar “uma violação grosseira e brutal” e critica a reação do Governo português, que considerou a intervenção “benigna” quando o objetivo é “controlar recursos e petróleo”.

Jorge Pinto diz que quando confrontados com uma “invasão ilegal” ninguém “pode estar confortável”.

Apesar do “repúdio” para com o regime, o candidato apoiado pelo Livre afirma que se dá “carta-branca” a outros líderes do mundo para ataques deste tipo. Lançou críticas a Donald Trump, que apenas falou do domínio de recursos naturais e que, após este ataque, podem seguir-se outras incursões, na Gronelândia ou mesmo nos Açores.

Manuel João Vieira considerou que nenhum dos candidatos, chegando a presidente, gostaria de ser “extraído” como aconteceu com Nicolás Maduro. Passou-se das regras para o “não há direito” onde “qualquer país pode ser intervencionado”.

André Pestana lamentou a “mudança de paradigma em que o lucro justifica tudo” e considerou que uma potência como os EUA não pode “achar-se no direito de invadir, bombardear e raptar pessoas”.

Sobre os gastos em defesa, argumentou que “já há armas no mundo suficientes para destruir a humanidade várias vezes” e apelou à mobilização por parte da sociedade civil.

Humberto Correia começou por defender que “o que se passa na Venezuela é a prova de que o comunismo não funciona” e mostrou preocupação com um cenário de guerra civil no país. Disse que o Governo português deve estar atento à comunidade e que a Europa se deve unir para assegurar a sua defesa.


sábado, fevereiro 01, 2025

Utopia ou populismo?

Gouveia e Melo, provável sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa
Foto: José Sena Goulão/ Lusa (recortada)

Há quem diga que a careca do Vitorino mostra quem realmente domina o PS: os plutocratas indígenas disfarçados de socialistas. 

Trata-se de uma casta formada por Santos Silvas, Vitorinos, Vitalinos, Césares, Costas e outros figurões do género. Já a prole do PS, por outro lado, embandeirada pelo Tozé Seguro, configura uma espécie de 'deploráveis' cada vez mais desiludidos com o PS e a democracia, mas que faz ainda um último esforço para não aderir a líderes populistas credíveis, que André Ventura não consegue ser, mas que o próximo presidente da república (Gouveia e Melo) poderá facilmente suscitar, apesar da tentativa em curso de criar um cordão sanitário maçon à sua volta (1).

Este comentário é uma réplica e responde simultaneamente a um amigo socialista ético do PS, cada vez mais crítico do partido, mas que não desiste da utopia socialista. Eu acho que o meu amigo deveria estudar com atenção a natureza complexa do populismo e as suas origens. Pois o tempo atual parece não ter outros caminhos alternativos à decadência plutocrática das democracias amordaçadas pela hipocrisia. 

O populismo atual que Steve Bannon (co-criador da besta heróica chamada Donald Trump) defende é uma conjunção de forças sociais (os 'deploráveis') e políticas (os populistas) oposta aos oligarcas capitalistas, à imigração, à globalização e aos protagonistas de uma era tecnológica neofeudal (Zuckerberg, Bezos, Musk, etc.). Este modelo está a ser ensaiado nos Estados Unidos, e poderá vir a ser ensaiado numa União Europeia liderada pelos partidos populistas, especialmente se o empurrão soberanista estado-unidense ganhar tração.

Não importa o que as nossas almas de esquerda pensam sobre isto, pois o seu pensamento foi assassinado pela oligarquia de formigas brancas que desfez por dentro a alma original de todos os partidos da dita esquerda, no caso português, incluindo o PS, o PCP e o Bloco. Neste cenário de amplo espectro, Tozé Seguro não tem qualquer hipótese de resolver o problema do crescimento imparável da massa de deploráveis que cresce no PS, tal como cresceu no PCP (de onde saiu boa parte dos novos eleitores do Chega no Alentejo). Para tal, o franciscano socialista teria que ser ungido pela oratória de outro António, o de Lisboa, que foi santo depois de combater os hereges cátaros e albigenses. Tal hipótese parece-me, no entanto, altamente improvável.

NOTA

Maçons influentes criam movimento de apoio a Gouveia e Melo à Presidência — Observador, 02-01-2025

sexta-feira, novembro 22, 2024

António José Seguro ou um Almirante?

Foto: Rita Chantre/Global Imagens (editado)

António José Seguro assume estar a ponderar candidatura a Belém DN

António José Seguro, candidato presidencial, seria um sinal de esperança para o decadente PS, mas não tem condições para chegar a Belém.

Prefiro um almirante que saiba de submarinos e de guerra! 

E que a corja partidária passe por um período de quarentena e desinfestação. 

Para tal, precisamos dum presidente não partidário, de preferência militar, que perceba até que ponto a duração do país depende de uma renovação radical do nosso poder naval, em particular no que se refere ao que é hoje o 'mar português': mar territorial, a zona económica exclusiva, incluindo a zona contígua ao mar territorial, e a plataforma continental. Isto é o mais importante, com o decorrente desenvolvimento de conhecimento fundamental, tecnologias e projetos económicos estratégicos associados. AInda na área militar, é fundamental desenvolver nichos militares de excelência, por exemplo, no setor das tropas especiais e aviação costeira.

As discussões sobre energia e infraestruturas (aeroportos e ferrovia, nomeadamente) foram ultrapassadas nestes últimos três anos, pela invasão russa da Ucrânia, pelas ambições cada vez mais agressivas da China comunista e pelo terrorismo fundamentalista islâmico. 

Temos um mix energético razoavelmente equilibrado, que fornece um produto essencial a preços comparativamente competitivos, cuja segurança relativamente às fontes intermitentes nos é garantida pela energia nuclear espanhola e francesa.

 Por outro lado, o setor ferroviário deve orientar-se para as ligações internas onde estas forem competitivas (nomeadamente nas principais regiões urbanas do país), e para os eixos internacionais prioritários: Corunha-Faro (Corunha, Santiago, Vigo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Sanarém, Lisboa, Setúbal, Faro) e Lisboa-Madrid. As ligações internacionais deverão, porém, obedecer a critérios de interoperabilidade eficientes e competitivos, e devem ser desenhados à partida em função da concorrência existente na Europa neste domínio.

Os dados digitais e a eletrónica são o petróleo de hoje e do próximo futuro. 

Por sua vez, o carvão, o petróleo, o gás natural e a energia nuclear, da era industrial ,vão continuar, embora sob condicionamentos crescentes e a par do crescimento exponencial das energias renováveis não poluentes que não roubem aos equilíbrios ecológicos e à produtividade económica os solos ricos em água e matéria orgânica.

Em suma, é preciso uma pequena revolução democrática para mudar o nosso paradigma indolente e populista de desenvolvimento. Prioridade absoluta: segurança e defesa do 'mar português', com tudo o que esta prioridade implica nos setores estratégicos militar, económico, cognitivo e cultural.

Nota: a nova Árvore das Patacas, que é o turismo português, deve ser acarinhada, dando lugar a uma especialização que não existe, que evite a todo o custo a destruição dos destinos turísticos pela massificação e pela homogenia comercial e cultural. Precisamos, neste domínio, de diferença!

domingo, novembro 10, 2024

O próximo presidente

Ter uma visão sobre o futuro será fundamental nas próximas presidenciais. Marcelo e o minion que se pôs em bicos de pés só conhecem o passado. O próximo presidente da república tem que ser alguém exterior ao regime partidário incompetente e corrupto que degenerou a nossa democracia.

Ainda não conheço bem este Almirante. Não é necessário que o próximo PR seja militar. Qualquer civil serve desde que não faça parte da corja partidária DDT. Mas os militares têm em geral um sentido prático inexcedível. Prova-o o modo como os militares impediram um banho de sangue depois da queda da ditadura...

Perguntam-me: e os "aventais" vão deixar?

Os "aventais", quer da Maçonaria cor-de-rosa, quer da Maçonaria laranja (a Opus Dei foi comprada pelos "aventais"...) aproveitam-se das circunstâncias, mas também sabem adaptar-se 😉 

Com o panorama bélico na Europa-Eurásia, Médio Oriente e no Pacífico, que vai continuar a aquecer até 2028 (possível ataque chinês à Formosa), ou 2030, pelo menos, os militares vão regressar à Política. Aliás, remeteram-se prudentemente à defensiva depois da ofensiva do Mário Soares, apoiado pela Alemanha e Bruxelas, mas não têm estado desatentos. Prova-o a constante intervenção do General Ramalho Eanes no debate político português. 

Vai ser preciso aumentar e muito o investimento na Defesa, para 2 ou 3% do PIB. 

Esta subida da parada militar terá consequências, que a rapaziada extrativista dos partidos não conseguirá travar. O Almirante Gouveia e Melo, na presidência da república, servirá, em primeiro lugar, para garantir a exigida e exigível subida do orçamento da Defesa, naturalmente em detrimento dos outros ministérios. Depois, tratando-se dum homem com ideias e ‘dossiês’ estudados, vai estimular uma aliança a sério da indústria e dos serviços adaptada às necessidades militares internacionais que nos envolvem diretamente:

— indústria naval (mais três submarinos…); 

— transferência de uma parte da nossa economia (infra-estruturas, indústria, investigação&desenvolvimento, serviços) para o mar e a plataforma marítima; 

— regresso inteligente do serviço militar obrigatório (6 meses/ homens e mulheres — com remuneração adequada e formação em áreas profissionais de ponta); 

— reforço dos poderes presidenciais (revisão constitucional).