sexta-feira, junho 05, 2015

Fascismo fiscal não é solução

Dinamarca: dez carros de funcionários das finanças ficaram neste estado

Premiar os funcionários em função do que conseguem surripiar aos contribuintes talvez não seja uma boa ideia


Um idiota qualquer filosofava esta noite na TVI sobre as vítimas colaterais da eficiência fiscal, da qual, disse, faria aparentememte parte os chefes das repartições de finanças não respeitarem sequer as decisões dos tribunais. Se assim é, o melhor mesmo é despedir todos estes funcionários e deixar os computadores fazerem o seu trabalho, incluindo responder aos tribunais. Lógicos como são, jamais lhes passaria pela RAM a arrogância peregrina de desrespeitar os tribunais, ou realizar manobras processuais dilatórias.

Do que a eficiência informática precisa é de assistentes de carne e osso que humanizem a cibernética, funcionando como interfaces amigáveis com os demais humanos, e não de burocratas transformados em mastins enraivecidos de um regime corrupto, falido e insaciável.

The Danes Are Revolting: Tax Administration Set On Fire
Submitted by Tyler Durden on 06/04/2015 15:00 -0400, Zero Hedge

In Fredensborg, Denmark, ten official cars from the Tax Administration Office were set on fire and destroyed overnight in a protest. As ExstraBladet reports, police received notification Wednesday night at 3:09 a.m. that the Tax Administration offices on Kratvej were on fire. So far, there are no suspects. But, as Martin Armstrong notes, the police will undoubtedly hunt for someone retaliating against the Tax Man.

segunda-feira, junho 01, 2015

A querela dos 600 milhões

Foto © Miguel Manso, Público

As privatizações dão receita uma vez. Só a diminuição estrutural da despesa garante o reequilíbrio das contas públicas. Dói, mas é assim...


PSD admite cortar nas pensões mais altas
Cortar pensões sim, mas nunca as mais baixas ou as médias. Na direcção do PSD, procuram-se soluções para um buraco de 600 milhões de euros na Segurança Social e, até agora, a hipótese mais forte em cima da mesa é a de cortar as pensões mais altas. SOL

Bastará alguma poda criteriosa nas pensões acima dos 2000 euros (começando por avaliar justamente as carreiras contributivas, milhares das quais são incompletas e deram injustificadamente direito a pensões completas) para arrecadar anualmente os 600 milhões de que fala a ministra.

Basta analisar o mapa das pensões publicado pelo governo para chegarmos a esta conclusão. Faça Você mesmo os cortes!

Clique na img para ampliar

Que opina António Costa sobre a necessidade de um ajustamento socialmente justificado num sistema de pensões escandalosamente distorcido pela partidocracia e demais devorists e rendeiros do país falido que hoje temos?

Por fim, cuidados e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Basta reparar no que, sobre esta mesma matéria, ocorre em países como a... Suíça!

Swiss pension schemes ‘bankrupt in 10 years’Financial Times

Swiss pension schemes will be bankrupt within 10 years unless Switzerland’s government wins public support for a radical overhaul of the retirement system, experts have warned.

The pressure on Switzerland’s occupational pension system, which accounts for SFr800bn ($840bn) of assets, has intensified this year due to recently imposed charges on cash accounts and shrinking government bond yields.

domingo, maio 31, 2015

Marinho e Pinto convoca abstencionistas a votarem

António Marinho e Pinto, líder do PDR

Partido Democrático e Republicano quer um novo 25 de abril, mas nas urnas


Numa boa entrevista a António José Teixeira (SIC) António Marinho e Pinto conseguiu estabelecer claramente quais as más práticas que têm que ser incondicionalmente abandonadas para, depois, o país conseguir finalmente começar a revitalizar e melhorar a exangue democracia que temos, onde, com o passar das décadas, boa parte dos portugueses deixou de votar, permitindo assim que uma minoria partidária rotativista tenha tomado de assalto as instituições democráticas, usando-as em benefício próprio e promovendo novas formas de corporativismo, incompetência técnica, irresponsabilidade política e corrupção.

O resultado deste nosso abandono da democracia aos que dela se servem, raramente servindo os seus nobres ideais, foi a pré-bancarrota do país, a captura do poder democrático por uma verdadeira cleptocracia, e agora, uma longa travessia no deserto das dívidas. Vamos levar décadas a regressar ao equilíbrio financeiro e comercial do país. Em particular se, como começamos a perceber um pouco por toda a Europa e Estados Unidos, as democracias continuarem sem reagir, ou a reagir apenas através de formas de luta e ideologias ultrapassadas, dando sucessivos murros no ar.

As democracias têm que derrotar as partidocracias instaladas, substituindo-as por instituições representativas mais evoluídas, e por mecanismos democráticos mais transparentes e orientados para o conhecimento das vontades, quer das maiorias, quer das minorias. A decisão política representativa e responsável terá que passar a depender de uma cartografia democrática, interativa e dinâmica, isto é, de verdadeiros mapas de democracia cuja atualização permanente permitirá gerar instituições democráticas ajustadas à complexidade crescente das sociedades e dos desafios, nomeadamente energéticos e ambientais, que temos e teremos pela frente nas próximas décadas.

Continuaremos a ter partidos e parlamentos, mas a democracia precisa de melhorar radicalmente estas instituições, e precisa de instituir e consagrar novas instâncias de representação e de exercício do poder democrático — o qual deverá ser cada vez mais direto, descentralizado e desburocratizado, sem por isso perder rigor, transparência e responsabilidade.

A democracia falsificada e corrupta que temos terá que ser substituída por uma democracia qualitativa, sob pena de caminharmos rapidamente para uma nova forma de escravidão, ainda que disfarçada momentaneamente pela propaganda mediática.

Marinho e Pinto fez um apelo aos que se têm abstido de votar, nomeadamente por já não se reconhecerem na oferta eleitoral ilusória que temos. Fez igualmente um apelo à ação das mulheres, cujos direitos adquiridos ao longo de mais de um século começam a ser uma vez mais ameaçados, desde logo no plano salarial e da biopolítica.

Faltou nesta entrevista uma palavra dirigida aos mais jovens, principais vítimas do desemprego e da falta de emprego que esta crise trouxe em dimensões raramente vistas.

O líder do Partido Democrático Republicano não é um populista, mas antes um herdeiro declarado da melhor social-democracia europeia e do idealismo socialista dos anos 60 do século passado, nomeadamente aquele que, inspirado pela figura de Che Guevara, foi fazendo recuar as ditaduras e o colonialismo em várias partes do mundo. Marinho e Pinto é também especialmente sensível ao primado da liberdade e do direito nas sociedades que se querem progressivas e justas—nisto distinguindo-se claramente da maoria das 'esquerdas' conhecidas, para quem a verdade, a liberdade e o direito ainda são realidades instrumentais, vistas, no plano cultural, como preconceitos burgueses.

Vale a pena rever esta entrevista.

Tragédia grega em números

A grande pergunta é esta: em caso de Grexit quem paga? 


A rol do serviço da dívida em 2015, começando pelo mês de junho, é assustador. Mas depois, até 2057, mais assustador é!


Dívida grega: pagamentos devidos em 2015
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Dívida grega: pagamentos devidos em 2057
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Turbinas eólicas usadas em revenda - Vestas

O grande roubo da energia continua, com o apoio do PSD, CDS/PP, PS e PCP


Já ouviram o António Costa pronunciar-se sobre este assalto à economia e aos bolsos dos contribuintes? Vejo por aí artistas e desportistas fazendo alegremente propaganda de borla à EDP. Será que sabem quem lhes paga as exposições e as T-shirts vermelhas? Somos nós!

Renováveis já custaram 10 mil milhões de euros aos consumidores
Económico,  29 Mai 2015 Ana Maria Gonçalves

Os subsídios pagos às energias renováveis, e reflectidos nas tarifas da electricidade, já custaram mais de 10 mil milhões de euros às famílias e às empresas portuguesas.
As contas, que têm por base os relatórios da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, no período entre 2002 e 2015, constam de um relatório de um grupo de peritos do sector energético de vários quadrantes políticos, elaborado para a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.

Henrique Gomes, ex-secretário de estado deste governo, quando o Álvaro barrava o caminho à corja rentista, escreve:

Duas perguntas simples ao nosso Primeiro-Ministro:

1) Se nos mercados dos EUA e Espanha, os mais importantes em investimento para a EDPR (Renováveis), esta pode vender a sua produção abaixo dos 50€ por MWh, porque aceita o Governo que em Portugal nos cobrem acima de 100€ por MWH?

2) Nestas circunstâncias, porquê o objectivo de querermos ser campeões e querer que, em 2030, 40% de toda a energia que consumirmos  seja renovável se a Europa dos 28 assume uns prudentes 27% (em média) e os EUA (lideres tecnológicos mundiais) prevêem ter 18% em 2040?

Para já, enquanto aguardo ser esclarecido, só tenho uma explicação: em Portugal, o interesse publico que deve ser o leit-motiv e é a legitimidade dos políticos, está subordinado aos interesses económicos e pessoais e isso, pelo menos sob o ponto de vista ético, é corrupção!

Estupidamente sós

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La autovía de la Plata derrota a la ruta portuguesa para viajar al sur

La Voz recorrió la recién terminada A-66 hasta Sevilla para después volver por Portugal. El viaje por España ahorra los 56 euros de los peajes y es más rápido desde el norte. La Voz de Galicia

Portugal adjacente caminha para uma espécie de ilha rodo-ferroviária. E quanto à TAP está tudo dito.


Eis o que os piratas e burros indígenas do PS e do PSD-CDS, PCP, etc, não entenderam e continuam sem entender, apesar do óbvio: a Corunha, Santiago, Vigo, etc. não precisarão em breve, nem das nossas autoestradas (Sem Custos para o Utilizador—lembra-se, António Costa? Lembra-se, João Cravinho?) nem da nossa ferrovia para chegar a Sevilha.

Portugal caminha alegremente, ao som da corrupção, burrice, leviandade e ininputabilidade pandémicas que o têm arruinado, para uma condição insular reforçada. Só falta mesmo colocar o Carlos César em São Bento, e o Alberto João em Belém.

Não há alternativa para sair deste buraco se não corrermos rapidamente com a corja que o abriu e nos empurra, dia a dia, para o lixo de uma economia a fingir, de umas finanças corruptas, de um sistema fiscal cezarista, e de uma democracia cada vez mais populista, partidocrática e indigente diante dos credores que legitimamente exigem juros e pagamentos de dívidas que a corja contraiu sem pedir licença a ninguém, contando apenas com a legitimidade que lhe é conferida pela algazarra buffa do parlamentop e os votos, uma vezes caninos, outras vezes bovinos, das criaturas que habitam tão indecorosa sinecura.

O harakiri da TAP

Fernando Pinto é responsável pela ruína da TAP e deve responder por isso!

Privatização ou resolução


Só há uma alternativa à privatização da TAP: fechar a empresa, vender os cacos a preço de saldo, indemnizar mais de treze mil pessoas, e mandar a fatura de tudo isto aos burros contribuintes que somos. O nome pós-moderno para esta coisa é resolução.

O harakiri da TAP:
  1. simbiose oportunista da sua administração e trabalhadores (sobretudo pilotos) com a nomenclatura que capturou o estado e o regime, e a quem a TAP sempre 'gostou' de fazer servicinhos;
  2. total irresponsabilidade dos partidos políticos com assento parlamentar no acompanhamento da crise que, já no tempo do governo 'socialista' de António Guterres forçou o anúncio público da reprivatização da TAP (tendo sido contratado para o efeito o gaúcho Fernando Pinto);
  3. ausência de estratégia desde que surgiram as Low Cost;
  4. endividamento criminoso (o passivo total deve chegar aos 3 mM€);
  5. dívidas bancárias de curto prazo insustentáveis: 400M€, de um total de mais de 600 milhões, vencem no próximo mês de setembro! (ler esta notícia do Expresso, de 30/5/2015);
  6. em suma, amadorismo, irresponsabilidade e corrupção.

Quando é que os deputados se interrogarão sobre este descalabro? Como sempre fizeram, imagino que só depois da casa roubada!