Vou-me embora, ou dou cabo desta brigada do reumático?
Mário Soares em versão golpista está cada vez melhor. O bluff é redondinho: Ó senhor Passos Coelho saia daí! Ó Tozé, sai daí!
No entanto, das duas uma, ou Passos Coelho é mais frio e calculista do que parece, e a história da Tecnoforma não tem pernas para andar, e então o seguimento da telenovela será um contra-ataque fulminante do PM e do seu PSD contra a Nova Brigada do Reumático (laranja e cor-de-rosa), ou, pelo contrário, ficou estranhamente um rabo de fora que Passos não previu nem consegue agora gerir, e então, teremos mesmo queda do governo ou, em alternativa, a demissão do PM mas a continuação do governo, pois há maioria parlamentar, sendo Maria Luís Albuquerque a próxima primeira ministra.
Passos Coelho poderá sair do governo em nome da transparência e para defender a sua honra, ao mesmo tempo que, num cenário destes, reorganizaria as suas tropas dentro do PSD para uma verdadeira temporada de facas longas...
Este fim de semana vai ser decisivo para o PS e para o PSD, logo, para o regime!
Já imaginaram um bicho destes enterrado nos lodos do Barreiro?
O porto de contentores no Barreiro recentemente propagandeado pelo SET Sérgio Monteiro vai ter a mesma sorte que o célebre novo aeroporto da Ota (NAL). Querem apostar?
No entanto, parece que água mole em pedra dura tanto dá até que fura, sobretudo quando há facas que voam pela calada da noite à procura de um ministro distraído ou mal informado sobre o grave problema dos transportes e da mobilidade de pessoas e carga no nosso país (1).
Ou seja, depois de ter anunciado que o Barreiro acolheria o futuro porto de contentores de Lisboa, o SET Sérgio Monteiro acaba de meter a viola no saco e diz que não tem pressa!
SET “sem pressa” para anunciar o terminal de contentores de Lisboa
Mais de um ano e meio sobre a apresentação da Trafaria, o secretário de Estado dos Transportes disse ontem estar sem pressa para anunciar a decisão sobre a localização do terminal de contentores da região de Lisboa, assegurando que não está ainda decidido se fica no Barreiro ou na Trafaria.
... e disse mais:
Sérgio Monteiro, secretário de Estado dos Transportes, adiantou que ainda não está definitivamente decidida a localização do novo terminal de contentores de Lisboa, admitindo porém estudos que apontam para as vantagens do Barreiro em relação às outras três localizações em análise.
"Aquilo que posso confirmar é que o trabalho que a Administração do Porto de Lisboa [APL] tem vindo a fazer com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) aponta para um conjunto de vantagens da localização Barreiro, face às outras localizações que temos estudado", referiu Sérgio Monteiro. As outras três opções são a Trafaria (Almada), Mar da Palha (entre Vila Franca e Lisboa) e Algés.
De resto, o governante referiu mesmo que apesar do Barreiro ser "mais favorável", a Trafaria prevalece num dos critérios em análise, que o secretário de Estado se escusou a revelar.
"Os próximos meses nos dirão qual é o "timing" da decisão, mas nós não estamos com pressa. Estamos mais focados na geração do consenso do que propriamente num anúncio mais rápido desse investimento", salientou.
No estudo, a APL terá concluído que o Barreiro prevalece sobre a Trafaria em todos os critérios menos na questão ambiental - áreas de reserva florestal ou agrícola. O mesmo estudo mostra que o custo das dragagens no Barreiro é muito inferior ao das acessibilidades na Trafaria.
Escreveu-me quem sabe do assunto (RR): "estes tipos não vão fazer nada", querem apenas ganhar votos no Barreiro — e entalar o atual ministro, acrescento eu.
Fazer um porto no meio de um estuário assoreado, obrigando a escavar o rio Tejo desde a foz até ao Barreiro, nem dá para acreditar!
Lisboa, a região de Lisboa, precisa de cuidar do seu porto, aumentando a sua capacidade e agilidade, e precisa de atingir este objetivo sem atrapalhar o grande centro da cidade-região que é o polígono Lisboa-Almada-Barreiro-Montijo. A solução existe e foi estudada há décadas. Chama-se Fecho da Golada do Tejo, ou seja, a reposição da língua de areia entre a Trafaria e o Bugio, a qual criaria as condições ideais para a construção de um novo porto de águas profundas na Trafaria. Assim se travaria, sem dispendiosas e intermináveis recargas anuais de areia, as praias da Costa da Caparica.
Por fim, as últimas estatísticas da OCDE são muito claras quanto às tendências relativas ao petróleo e seus derivados (base essencial da economia rodoviária): a parte do petróleo no mix energético global tem vindo a decair desde 1973 (e continuará a cair!); por sua vez, a Europa é quem tem vindo a perder mais quota de mercado no novo equilíbrio energético global. Não é pois por acaso que a União Europeia decidiu, penalizar os camiões, e em breve também, os aviões, e apostar milhares de milhões de euros na interoperabilidade ferroviária à escala europeia e na ligação prioritária dos comboios de passageiros, e de mercadorias, às grandes cidades e portos marítimos da Europa (TEN-T Connecting Europe).
Passos Coelho meteu a cabeça na areia, influenciado pelos rendeiros e piratas indígenas. O preço de semelhante corrupção da Política será o escândalo que se seguirá ao do endividamento excessivo criminosamente promovido pela generalidade dos protagonistas da democracia populista falida que temos.
Key World Energy Statistics by OECD, 2014 OECD total primary energy supply (excludes electricity trade) from 1971 to 2013 by fuel (Mtoe)
Key World Energy Statistics by OECD, 2014 OECD total primary energy supply (excludes electricity trade) from 1971 to 2013 by fuel (Mtoe)
ATUALIZAÇÃO
A destruição recorrente da Praia da Caparica é consequência da retirada maciça de areia da golada entre o Farol do Bugio e a zona da Trafaira, Cova do Vapor e Costa da Caparica. Esta deslocação de areias para a margem esquerda do Tejo, entre Belém e Algés, ocorreu a década de 1940.
Só hoje, 13/10/2014, lemos este documento fundamental e corajoso, que publicamos sem mais comentários.
CARTA ABERTA
Exmº Senhor Dr. Sérgio Silva Monteiro
Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações
Lisboa, 29 Setembro 2014
Assunto: UM POSSÍVEL (ou INADMISSÍVEL) TERMINAL DE CONTENTORES NO BARREIRO
Um terminal marítimo novo deve ser construído (localizado) essencialmente de acordo com os navios que se pretendem nele acostar.
Não se implementa em função da localização das vias de comunicação (férreas e rodoviárias) ou de outras instalações já existentes, mas são estas que se deslocarão (construirão) para o local escolhido por opção dos navios.
No caso dum novo terminal de contentores, a construir no porto de Lisboa, põe-se igualmente a questão primordial: que navios se pretendem lá atracar?
Na actual política do transporte marítimo de contentores é por todos sabido que tal tipo de transporte tem procurado rentabilizar os custos da movimentação de contentores na base de grandes navios (com milhares de TEUS por unidade) que nos últimos anos alcançaram dimensões jamais vistas em navios mercantes. Não só por essas elevadas dimensões, como pelos grandes custos operacionais/hora.
O que resultou, por todo globo, na construção de novos terminais a eles destinados (segundo as directivas da MARADA USA Administration e do CORNELL GROUP Inc. USA – note-se que o contentor nasceu neste país em 1956, o qual foi o primeiro a construir novos e amplos terminais fora das áreas dos grandes portos, em zonas amplas e livres de grande urbanismo) posicionados o mais próximo das entradas dos portos em águas profundas, se não mesmo nas fachadas oceânicas.
No estudo daquelas duas organizações recomenda-se que um terminal moderno deverá ser implementado num local onde possa ser possível permutar as cargas internacionais, (importações e exportações) por via de grandes navios oceânicos, com as cargas domésticas, com destinos internos ou em “transhipment”, por via de menores navios.
Nestas premissas, a escolha do Barreiro não parece ter:
1—Grandes profundidades (calados acima dos 14 metros) para o acesso e manobra dos grandes navios “Triple-E” ou até mesmo os “Post-Panamax”.
2—Possibilidade de grande movimento de “transhipement” entre aqueles navios e os menores.
3—A satisfação dos armadores, transitários e carregadores na rentabilização económica entre as cargas internacionais e nacionais.
4—Espaço de manobra para grandes e potentes rebocadores operarem em simultâneo com os grandes navios.
5—A possibilidade duma frente de cais mínima de 1.000 metros (atracação de dois grandes navios) que permita a instalação pelo menos de 6 pórticos.
6—As condições de segurança que teria um terminal próximo da barra evitando a navegação cruzada com todas as rotas de cacilheiros e ferries que se processa entre as duas margens do Tejo (nunca esquecer o desastre do cacilheiro “Tonecas” abalroado em 19 Dez 1938, no qual se registaram mais de 30 passageiros mortos).
7—As melhores condições para minimizar as emissões de gases nas áreas portuárias, provenientes dos navios (SOx, NOx, ODS e VOC) e dar satisfação às normas aprovadas em Julho de 2011, apensas ao Anexo VI da Convenção MARPOR. Porque ao deslocar os navios das áreas de entrada do porto, para áreas interiores tais condições não são minimizadas mas maximizadas.
Condições já agravadas com a deslocação dos paquetes de Alcântara e Rocha para Santa Apolónia. (as directivas ambientais continuam “coisa” de 2ª classe…)
E por fim, a economia do transporte marítimo será agravada porque:
1—Quer o local quer os canais de acesso terão que sofrer não só grandes dragagens iniciais (largos milhares de m3 de lodo muito contaminado—e para onde removê-lo?) para aprofundar e alargar os acessos actuais, como continuas dragagens de manutenção dos fundos num rio de forte e constante assoreamento.
2—Os custos dessas grandes dragagens iniciais serão elevadíssimos—certamente superiores aos custos de 40 km de via férrea nova.
3—As dragagens constantes imporão taxas de dragagem sobre a navegação (noto que nos anos 50 a 70 o canal da Matinha, que dava acesso aos petroleiros, na preia mar, para Cabo Ruivo, era constantemente dragado, o que onerava os custos do petróleo ali desembarcado—fomos várias vezes pagadores desses custos em nome da SOPONATA)
4—Mesmo com os canais dragados a maior parte da navegação terá de ser feita com águas altas, sem grandes correntes atravessadas, o que implicará mais custos de estadia.
5—Os navios necessitarão, por via da limitação dos espaços, de mais rebocadores com maior potência e mais tempo na sua utilização.
6 —Haverá mais tempo de navegação entre a entrada da barra e o cais final (um grande navio custa cerca de 2 mil dólares/hora).
7—Haverá mais horas no serviço de Pilotagem.
CONCLUINDO: É nosso entender que, de acordo com os itens referenciados, a escolha do Barreiro será uma ruína para o transporte das mercadorias em contentores, originará uma navegação mais perigosa e onerosa, e não fará o país crescer, que necessita como de pão para a boca.
Em nossa opinião um novo terminal, no porto de Lisboa, deve trazer mais riqueza futura à economia do transporte marítimo, e não mais encargos, pelo que o local mais recomendável será implementá-lo sobre a Golada do Bugio reconstruída.
Solução—de há muito solicitada pelos técnicos no assunto— que, pensamos, não só eliminaria os riscos dos itens acima referenciados como resolveria cinco graves problemas duma vez:
1—Restaurar a Golada destruída pelas dragagens nos finais de 40.
2—Restaurar o estuário do Tejo às condições anteriores a essa época.
3—Travar a destruição da Caparica.
4—Travar o assoreamento da Barra Grande.
5—Travar a deslocação dos baixios – recentemente mais assoreados pelas areias levadas da Caparica— ao largo da Barra para sobre o eixo daquela.
Para lá destes graves problemas solucionados, a localização dum novo terminal na entrada do porto de Lisboa acrescia as vantagens:
1—Menos poluição atmosférica nas áreas interiores do porto, em especial nas margens mais urbanizadas.
2—Menor risco de acidentes por evitar o cruzamento da navegação local.
3—Com a vinda da ferrovia para costa da Caparica poderia transformar esta zona num nova “Linha de Cascais”.
4—Possibilitar uma extensão de cais superior a 2.000 metros (que poderá ir até 4.000 na direcção de Almada) e instalação de 16 pórticos a permitir atracação simultânea de 4 grandes navios.
5—No caso de acidente, que origine derrame de hidrocarbonetes, menos poluição nas águas interiores do estuário e mais facilidade aos meios de a combater e eliminar.
Mas por certo a decisão Governamental irá ser tomada após ouvidos pelo menos os Técnicos do Porto de Lisboa, os Engenheiros Construtores Portuários, os Pilotos da Barra, os Armadores, os Capitães dos Navios, os Transitários, os Engenheiros Hidrógrafos da Marinha e os Ambientalistas, e se estivermos errados pedimos desde já as nossas desculpas a Vª Exª pelo precioso “tempo que vos ocupámos”.
Com os nossos cumprimentos, atenciosamente,
Joaquim Ferreira da Silva
(Capitão da Marinha Mercante)
Membro da Secção Transportes da Sociedade de Geografia
Membro Emérito da Academia de Marinha
Membro da Confraria Marítima de Portugal
Membro dos Amigos do Museu de Marinha.
Presidente da Fundation TECNOSUB – Terragona.
Ex- Director da Escola Náutica.
Ex- Director de Projectos Formação Pessoal da Organização Marítima Internacional (ONU)
Ex- Secretário Geral do CILPAN
NOTAS
Miguel Sousa Tavares fez ontem mais uma triste figura na SIC mostrando um desenho em que supostamente defendia que um porto tem que estar condicionado à rede ferroviária, quando é precisamente o contrário! O porto de Sines existe porque é um porto natural de águas profundas, e a ferrovia é que, obviamente, terá que adaptar-se à localização do porto. Neste caso, terá mesmo que colocar carris com bitola europeia se quiser que os contentores e os graneis viagem para lá de Badajoz sem a chamada rotura de carga, i.e. sem forçar as mercadorias a mudarem de comboio em Badajoz, para seguirem viagem até ao destino.
E a propósito da cegueira oportunista deste governo em matéria de ferrovia (uma cegueira obviamente comprada pelo BES e pelos Mota, Coelhone e Outros Piratas Lda.) convém repetir que corremos o sério risco de em breve nos transformarmos numa ilha ferroviária.
Senhor ministro da economia, fale com quem sabe e deixe de ouvir o condottieri Monteiro!
Em breve todas as linhas ferroviárias, de passageiros, carga ou mistas, que se dirigem a Portugal serão apenas compostas de carris assentes com bitola UIC (vulgo europeia) e correspondentes sistemas de eletrificação, sinalização e prevenção de acidentes, o que tornará inviável o trânsito de comboios portugueses em Espanha. A ideia de que os 'nossos' comboios poderão usar eixos telescópicos é uma fantasia sem futuro e que, no caso do transprte de mercadorias, é pura e simplesmente impossível ou incomportavelmente caro.
Não demorará sequer meia dúzia de anos para que o transporte ferroviário português de pessoas e mercadorias fique completamente isolado na sua rede de bitola ibérica, entretanto descontinuada em todas as ligações de fronteira entre Espanha e Portugal.
A UE tem vindo a investir vultuosos fundos na ferrovia que Portugal deitou ao lixo. Ficaremos, pois, cada vez mais dependentes do novo sistema ferroviário espanhol, em Badajoz, Salamanca e Vigo, pois os nossos próprios portos perderão competitividade para os portos espanhois entretanto interoperáveis com a nova rede europeia de transporte ferroviário em bitola UIC. A rodovia, cada vez mais penalizada pela carestia dos combustíveis líquidos (ler o recém publicado Key World Energy Statistics by OECD, 2014) e por taxas anti-poluentes agravadas (ver o caso francês recente) tornarão as nossas exportações menos competitivas.
Como escrevia recentemente quem sabe mais do que nós sobre ferrovia...
“O único projecto compatível com as redes transeuropeias (CEF) e em condições de poder ser candidatável a estes fundos europeus, agora novamente anunciados pela UE, beneficiando de co-financiamento (fundo perdido) na ordem dos 85 % (os restantes 15 % podem ser financiados pelo BEI e rapidamente devolvidos pelo Estado Português—logo que cobre os impostos e taxas associados a esta obra) é o projecto da linha Poceirão-Caia e sua extensão até Sines, já considerado pela ELOS. Há que esclarecer que não se trata de uma “linha TGV”, mas sim de uma linha de bitola europeia ligando Lisboa e Sines directamente ao centro da Europa, concebida para tráfego misto de mercadorias e de passageiros, este último classificado no tipo 1 da alta velocidade (= ou > 250 km/h).
Receio bem que, por desleixo deste e do anterior governo, já não haja tempo para preparar a candidatura de uma 2ª linha (Aveiro-Vilar Formoso), também incluída nas redes transeuropeias, logo com o mesmo nível de financiamento. E muito menos seremos capazes de apresentar um projecto credível, como regulamentarmente é exigido, relativamente à futura linha Lisboa-Porto, a 3ª componente do Corredor Atlântico, um dos 9 que compõem o “core” das redes ferroviárias transeuropeias.
Lá se vai, pois, um bom contributo para a melhoria da competitividade nacional e seu efeito na economia, bem como uma excelente oportunidade para a redução da importação de combustíveis fósseis e da consequente emissão de gases indesejáveis. Será que os autores (ou mentores) do “compromisso para o crescimento verde” pensaram nisto? Ou ficam satisfeitos com a mera cobrança de impostos?” — LS
High-level decision makers at the European Commission are blocking its very own action plan to address food waste and to promote a sustainable food policy for Europe. Saying sorry will surely not be enough, writes MEP Bart Staes.
...
When it comes to food waste, there are many ethical, environmental and social arguments, but also economic reasons to counter this. Firstly, a more sustainable use of resources and energy means gains for every modern company and society at large. The EC estimates itself that every euro spent on fighting food waste, will prevent 250 kilo of food being wasted, with a value of €500. That is what we call a good return on investment. On top of this municipalities can save €9 (less waste to be treated) and indirectly we save €50 euro on environmental costs related to climate change. As the food sector is one of the major contributors to greenhouse gas (GHG) emissions, it is crucial that the Commission has a clear strategy on sustainable food production and consumption in order to mitigate climate change. With recent reports citing that carbon dioxide in the atmosphere have grown at its fastest rate in three decades, it is clear that we must act now.
One of the nitty gritty details of the structural changes of the Commission, is that "food waste" was taken away from DG Environment and given to DG Sanco. This is no coincidence. It is clearly a political decision by the ones being busy with restructuring under the leadership of Catherine Day. The reason for this is that Mrs. Day and Barroso's cabinet – aka the neo- liberal orthodox church – did not like that Potočnik was in their eyes way too ambitious in proposing a very pragmatic and holistic approach to address the fundamental problems linked to Europe's food production and consumption.
Imaginem que havia um cabaz alimentar por pessoa a custo zero, como o ar que ainda respiramos sem pagar.
Este cabaz calcularia através de sensores, códigos de barra e do peso, as proteínas, vitaminas e outros elementos essencias à vida. Este cabaz essencial seria, por outro lado, uma conta eletrónica unipessoal, disponível em qualquer dispositivo eletrónico de uso universal (cartão eletrónico, smarphone, etc.) Qualquer outro consumo de alimentos e bebidas que excedesse o teto quantitativo/qualitativo (e monetário) mensal previsto e conhecido de todos, seria pago com base nas leis convencionais do mercado (oferta/procura).
Esta mesma lógica poderia ser aplicada ao consumo de água canalizada, energia elétrica, mobilidade e telecomunicações. Poderia haver ainda um regime de habitação de baixo custo seguindo princípios similares, guiado por critérios de superfície habitável per capita, qualidade dos materiais de construção e localização, pegada ecológica, etc.
Por fim, cada cidadão teria direito a uma mesada para pequenos gastos.
A educação e a saúde-medicina poderiam custar uma fração do que hoje custam a partir do momento que fossem parcialmente desmaterializadas e orientadas de acordo com as necessidades dos usuários, em vez de serem orientadas de acordo com os interesses dos mercados, das burocracias e das corporações profissionais. Tudo isto somado representaria uma fração adequada do rendimento per capita de cada país, redistribuída justamente através dos impostos e de um estado eficiente e leve, i.e., mais barato do que o atual, que é insuportavelmente caro e confiscatório.
Todo este setor social da economia seria financiado por uma economia comercial competitiva, cientificamente fundamentada e altamente tecnológica, assente sobretudo numa nuvem planetária de conhecimento intensivo e dinâmico, na automação, na robotização, na desmaterialização dos processos e serviços, em agentes computacionais inteligentes evolutivos, e numa espécie de rizoma social, forte e coeso no centro, capilar, diversificado e mutante nas suas infindáveis extremidades.
Num mundo assim, haveria estímulo à criatividade e à competição?
Sim, haveria compensações para o mérito, da mesma forma que existem nos dias de hoje.
Há muito mais gente que gosta de ver televisão, do que gente que seja capaz, queira fazer, faça e goste de fazer televisão. Idem para o futebol, para as ciências, para as artes, etc.
Nada nos garante, entretanto, que saibamos fazer a transição de uma sociedade alienada pelo trabalho forçado e pela concentração pornográfica da riqueza e do poder, para uma sociedade mais livre, onde em vez de trabalhos forçados possamos desenvolver atividades voluntárias, vocacionais e sobretudo livres, por mais empenho, dedicação e esforço que estas exijam. As compensações extraordinárias para estes esforços voluntários de uma parte minoritária das populações seriam naturalmente reguladas pela necessidade, procura e disponibilidade relativas desses bens extraordinários. Ninguém seria obrigado a pagar a minha falta de voz musical, ou escrita literária medíocre, através de subsídios culturais burocráticos. Mas as grandes vozes líricas, ou de Jazz, tal como o mais recôndito génio da vanguarda artística por vir, esperado apenas por alguns, seriam recompensados diretamente pelo público que os quer ver, ouvir, ler e conhecer. Haveria criação, crítica da criação e do gosto, aplauso ou assobio, em suma uma comunidade responsável por uma espécie de luxo, ou consumo discricionário, em última instância precindível enquanto necessidade coletivamente assumida, mas com pleno direito a uma vida livre e partilhada, nomeadamente, entre minorias culturais.
Talvez tenhamos um dia que caminhar nesta direção. Se assim for, o grau de destruição dos velhos hábitos de criação e partilha de valor, e de trabalho, produção e consumo, é ainda insuficiente.
Talvez seja o momento de reler e conhecer as utopias de Charles Fourier, Robert Owen e Jean-Baptiste André Godin depois de ver e ouvir a palestra de Charles Hall sobre a grande transformação em curso na principal fonte energética do nosso paradigma de civilização e cultura. Este é certamente um acontecimento cuja importância está a anos-luz das legítimas irritações de cada um em volta dos medíocres e corruptos governantes que temos.
Charles A. S. Hall, o criador do conceito EROI (Energy Return On Investment), demonstrou de uma forma simples que os elevados patamares de produção de riqueza e consumo atingidos pela humanidade ao longo do século 20 se ficaram a dever à disponibilidade de uma fonte de energia poderosa, abundante e barata: o petróleo — além da referência citada, ver o vídeo abaixo e ler também a entrevista dada ao Scientific American).
Para termos uma ideia do poder do petróleo, imaginemos o que é empurrar o nosso automóvel, cujo depósito deixámos estupidamente chegar ao fim, durante ns 500 metros, até avistarmos a próxima estação de serviço, a cerca de 1Km do avistamento (que sorte!) Dois quilómetros depois, com um garrafão de 5 litros cheio de gasolina, passamos o precioso líquido para o depósito do carro. Se tivermos um Fiat 500 dos novos, aqueles miraculoso 5 litros de gasolina poderão transportar-nos —quer dizer, mover um peso superior a mil quilos— durante 100 Km! Que outro líquido transportável num garrafão de água vazio, pode conseguir algo sequer aproximado desta proeza?
O maior problema com os econometristas que temos é que nunca pensaram como seria a economia se, de repente, os carros começassem a ficar nas estradas. E a maioria de nós também não.
Para aqueles que temem o comunismo, porque o confundem com as ditaduras estalinista e maoista, estabelecidas precisamente para aproveitarem os impulsos poderosos do carvão industrial e do petróleo, sem os quais nunca teriam saído das tiranias agrárias em que viviam, talvez fosse útil começarem a pensar de novo no ideal comunista como uma economia democrática e descentralizada capaz de lidar com o decrescimento, com o desemprego estrutural (2) e com a ameaça de desorganização social, de uma maneira racional e humana, e em alternativa ao fascismo fiscal que poderá lançar o mundo numa espiral de empobrecimento geral, destruição acelerada das classes médias, desigualdades crescentes, opressão e brutalidade policial-militar sem precedentes.
O socialismo utópico merece nesta época, pelo menos, uma revisitação atenta.
NOTAS
Slavoj Žižek. The Liberal Communists of Porto Davos." In These Times. Vol. 30, No. 4, p. 41-43,pril 2006. (English). The European Graduate School
In the last decade, Davos and Porto Alegre have emerged as the twin cities of globalization. In Davos, the exclusive Swiss ski resort, the global elite of managers, statesmen and media personalities meets under heavy police protection, trying to convince us (and themselves) that globalization is its own best remedy. In the sub-tropical, Brazilian city of Porto Alegre, the counter-elite of the anti-globalization movement convenes, trying to convince us (and themselves) that capitalist globalization is not our fate, that, as their official slogan has it, “another world is possible.” Lately, however, the Porto Alegre reunions seem to have lost their impetus. Where did the bright stars of Porto Alegre go?
Some of them, at least, moved to Davos itself! That is to say, more and more, the predominant tone of the Davos meetings comes from the group of entrepreneurs who French journalist Olivier Malnuit ironically refers to as “liberal communists” (that is “liberal” in the pro-market, European sense) who no longer accept the opposition between “Davos” (global capitalism) and “Porto Alegre” (the new social movements’ alternative to global capitalism). They claim that we can have the global capitalist cake (thrive as profitable entrepreneurs) and eat it too (endorse the anti-capitalist causes of social responsibility, ecological concerns, etc.). No need for Porto Alegre, they say, since Davos itself can become Porto Davos. +
THE FUTURE OF EMPLOYMENT: HOW SUSCEPTIBLE ARE JOBS TO COMPUTERISATION? Carl Benedikt Frey and Michael A. Osborne September 17, 2013.
Abstract
We examine how susceptible jobs are to computerisation. To assess this, we begin by implementing a novel methodology to estimate the probability of computerisation for 702 detailed occupations, using a Gaussian process classifier. Based on these estimates, we examine expected impacts of future computerisation on US labour market outcomes, with the primary objective of analysing the number of jobs at risk and the relationship between an occupation’s probability of computerisation, wages and educational attainment. According to our estimates, about 47 percent of total US employment is at risk. We further provide evidence that wages and educational attainment exhibit a strong negative relationship with an occupation’s probability of computerisation. +
O Lehman Brothers colapsou há seis anos, mas os estilhaços e os cacos continuam uma penosa e inerminável caminhada pelos tribunais. A populaão empregada dos EUA baixou 3% nestes sete anos de vacas magras, as dívidas soberanas dispararam na América e um pouco por todo o mundo, o ouro e a prata subiram (+61% e +71%) mas o pico parece ter sido atingido em 2011, a recuperação do Standard & Poor's Index desde 2012 (+58%) pode ter chegado ao fim, e o resto andou literalmente a rastejar desde 2008.
A imagem que destruíu todas as veleidades indígenas
O poder indígena deixou de mandar no essencial
O ex-diretor do Público e atual publisher do Observador, José Manuel Fernandes, cometeu no Macroscópio de hoje (uma newsletter diária do mesmo Observador, aliás muito bem pensada) um lapso tipicamente freudiano ao datar erradamente o já célebre artigo do Financial Times, a que JMF chama “análise de fundo do Financial Times”. O artigo do FT não foi publicado na passada sexta-feira, mas sim na passada quinta-feira, dia 11 de setembro. Porque é que este detalhe cronológico é importante? Simples: porque foi a publicação do artigo do Financial Times de quinta-feira, 11 de setembro, repicada pelo Expresso no mesmo dia, e pelo Observador um dia depois, o empurrão, pelos vistos necessário, para levar o titubeante governador do Banco de Portugal a executar a ordem que certamente teria chegado do BCE há já alguns dias, ou semanas (1): vender o BES sem hesitação e depressa, a retalho se for preciso, com os custos sociais —despedimentos— e financeiros inerentes. Foi isto mesmo que Mario Draghi anunciou que se faria aos bancos atolados em dívidas, imparidades, empréstimos incobráveis e outras trapalhadas, em nome, também disse, de uma consolidação bancária à escala europeia. Para tal servirá a próxima ronda de provas de esforço de mais de uma centena de bancos europeus (Reuters).
A polémica tardia causada pela tentativa tosca de Cavaco Silva de sacudir para o governo e para Carlos Costa as suas pesadas responsabilidades no branqueamento da fatal crise do BES tem, aliás, que ver com este timming, e não com o do já longínquo afastamento da família Espírito Santo do banco. Não nos esqueçamos que o chamado Banco Novo continuava, até à demissão de Vítor Bento, sob influência de Ricardo Salgado —através de José Honório—, de Aníbal Cavaco Silva —através de Vítor Bento—, e da UGT —através do seu secretário-geral e funcionário do BES, Carlos Silva. Todos estes protagonistas estavam unidos num ponto: encanar a perna à rã, ou seja, atrasar a metamorfose da borboleta do Banco Novo muito para além das leis da biologia. Salgado pretendia, até onde lhe fosse possível, evitar ser completamente esmagado pelo terramoto que provocou; Cavaco sabe melhor do que eu até que ponto a Caixa de Pandora em que o BES se transformou pode afetar gravemente a economia (TAP e outras empresas públicas de transportes, EDP, PPPs, etc.), e sobretudo a nomenclatura que ocupou e desfez o país (de que o dominó das dívidas autárquicas e regionais estará em breve na ordem do dia), e ainda, quem sabe, algum negócio mal explicado onde, por exemplo, o seu genro esteve envolvido. Foi o BES que financiou a compra do Pavilhão Atlântico, não foi? E a Portugal Telecom também viria a entrar no negócio, um pouco mais tarde, não foi? Não foi, aliás, o BES de Ricardo Salgado o principal financiador privado da campanha presidencial de Cavaco Silva? Por fim, Carlos Silva e a UGT devem estar neste momento a perguntar onde está a massa do fundo de pensões dos trabalhadores e funcionários da entretanto extinta instituição. Transitou para o Estado? Ninguém perguntou ainda? Ninguém quer saber? Alguém responde?
O sinal mais evidente, para quem acompanha estas coisas, de que o Banco Novo estava condenado, veio da súbita pressa do governo relativamente à privatização da TAP. Findo o verão, a TAP regressará rapidamente aos prejuízos, mas desta vez não há BES. Pelo contrário, a nova administração do banco bom irá provavelmente executar as dívidas de muitos clientes públicos, como, por exemplo, a TAP. Daí a pressa. Só que desta vez a coisa não pode continuar nas mãos do Sérgio das PPP! A opção Lufthansa é seguramente a mais conveniente para o país. Esperemos que Passos Coelho assuma diretamente o comando desta delicadíssima operação — desta vez, sem angolanos, nem brasileiros-colombianos, nem chineses! E quanto à venda do BES, não nos esqueçamos que o BPI não é um banco espanhol, mas português, onde o seu principal parceiro é La Caixa, o resultado da fusão de uma caixa de pensões com uma caixa de aforros, ambas catalãs e que é hoje a terceira maior instituição financeira da Península Ibérica.
As nossas elites continuam em estado de negação, imaginando diariamente que ainda são senhoras da situação. A verdade é que deixaram de o ser no dia em que os salários e vencimentos dos funcionários públicos e o funcionamento do estado em geral passaram a depender do BCE.
Temos que vigiar estas perigosas criaturas de perto!
Diagrama do FT que destapou de vez a fraude dos Espírito Santo
Bank chief Ricardo Espírito Santo Salgado faces allegations that his group engaged in a fraud
Today,
the 70-year-old patriarch of the Espírito Santo family is banned from
leaving Portugal as he awaits the outcome of investigations into alleged
fraud. The case has shaken faith in Portugal’s regulators, who face
tough questions over their failure to prevent what has become one of
Europe’s largest financial failures, leaving investors with an estimated
€10bn of losses.
[...]
“The fall of the Espírito Santos
is effectively the story of Portugal itself,” says one official. “They
had too much debt, but they continued to consume.”
Financial
documents and interviews with Portuguese officials and company
executives reveal a trail of secret offshore financing vehicles
stretching from Panama to Luxembourg which comprised a desperate attempt
to prop up the ailing Espírito Santo empire before its collapse.
[...]
A
BES-owned fund called Espírito Santo Liquidez marketed to its retail
clients had grown to become the largest fund in Portugal, holding €1.7bn
of debt – consisting almost entirely of short-term commercial paper
issued by Rioforte and other ESI companies.
O financiamento do BES ao GES através do Panamá terá afinal existido desde 2012, revela o "Financial Times", que questiona o papel do Banco de Portugal. Na primeira página, o diário económico mais lido da Europa põe uma imagem do antigo presidente do BES com máscara de vilão.
O Banco Espírito Santo emprestou dinheiro secretamente à holding, Espírito Santo International (ESI), avançou o Financial Times quinta-feira. Segundo documentos que aquele diário britânico consultou, a operação de financiamento da ESI, que detinha então 25% do banco, durou dois anos e aconteceu através de um pequeno banco no Panamá. O dono desse banco é o Espírito Santo Financial Group.
O Governador do Banco de Portugal já está a fazer contactos para substituir Vítor Bento, José Honório e João Moreira Rato na administração do Novo Banco. A notícia, surpreendente, é a manchete do Expresso deste sábado.
Os três administradores manifestaram-se várias vezes indisponíveis para liderar um projeto diferente daquele para o qual tinham sido convidados. Carlos Costa quer vender o mais depressa possível, a equipa de Vítor Bento não concorda.
“Em face da especulação mediática sobre o assunto, confirmamos que durante esta semana comunicámos ao Fundo de Resolução e ao Banco de Portugal a intenção de renunciar aos cargos desempenhados na Administração do Novo Banco, dando tempo para que pudesse ser preparada uma substituição tranquila”, pode ler-se no comunicado.
O Governo reconhece que os problemas associados à reestruturação do BES poderão ter consequências “sobre a concessão de crédito à economia e, consequentemente, sobre o investimento privado e o crescimento do produto [interno bruto].
Na proposta de Grandes Opções do Plano para 2015 que foi enviada aos parceiros sociais esta segunda-feira, o executivo lembra que os problemas que o banco enfrenta, e que obrigaram a uma intervenção pública, “resultaram, no essencial, da exposição ao Grupo Espírito Santo, não reflectindo, por isso, problemas generalizados na banca nacional.
O impacto da crise do BES no último ano da legislatura foi discutido na reunião do Conselho de Ministros de quinta-feira passada, e o tom foi de apreensão, apurou o Expresso. O próprio Passos Coelho referiu a necessidade de tratar o assunto com grande cautela.
NOTAS
É bem provável que Durão Barroso tenha sido informado, antes do dia 11 de setembro, do desfecho do BES, o que teria motivado a sua declaração de renúncia definitiva a uma candidatura presidencial que todos julgavam adquirida. Sem o BES, que apoiou de forma exclusiva a recandidatura de Cavaco Silva, onde iria Barroso arranjar dinheiro para a campanha? No dia 8 de setembro Durão Barroso falou à BBC e disse que 'I'm not going to run' (BBC/Sapo).
António Marinho e Pinto dá tiro de partida para as próximas Legislativas
A resposta à decomposição acelerada do PS e do sistema partidário que conduziu Portugal à pré-bancarrota, de que os dois debates entre Costa e Seguro são exemplos concludentes, não se fez esperar!
Marinho e Pinto assume criação de novo partido
O ex-bastonário da Ordem dos Advogados declarou ainda que o partido será constituído de acordo com as convicções de “um conjunto muito amplo de pessoas totalmente insatisfeitas com a situação que o país atingiu” e com o classificou de “degenerescência das instituições democráticas e o apodrecimento que se verifica em muitas instituições da República”. Negócios/ Lusa, 11-9-2014, 21:09.
O único argumento que a corja partidocrata, e a maioria dos pseudo analistas que povoam a televisão, quase sempre agentes pagos de uma ou outra banda do espectro partidário, exibem publicamente, da esquerda à direita, sempre que alguém anuncia um novo projeto político é a gritaria sobre o populismo. Mas como podem estas araras gritar contra o populismo se a essência do regime que instalaram e impingiram aos portugueses não tem sido nada mais do que uma democracia populista, partidocrata, nepotista e corrupta até à raíz dos cabelos?
Ou muito me engano, ou os partidos do Bloco Central vão sofrer um grande abalo nas próximas Legislativas. Grande abalo será, por exemplo, nenhum dos principais partidos/coligações —PS, PSD-CDS— conseguir uma maioria, e ficaram todos dependentes de uma de duas soluções: coligarem-se a dois (PS-PSD) ou a três (PSD-CDS-PS), o que não deixaria de ser um suicídio retardado, ou então, terem que recorrer a alianças com novas forças partidárias, já que alianças com os esqueletos leninistas-estalinistas-maoistas-trotsquistas (gente profundamente ignorante, esclerosada e irremediavelmente oportunista) é um cenário totalmente improvável.
Ora bem, pelo andar das massagens que António Costa tem vindo a fazer a António José Seguro, e do radical vazio de ideias que ambos comungam e escancaram diante de milhões de portugueses (embora continue a pensar que uma vitória de António Costa nesta disputa seria ainda mais desastrosa para o futuro do PS do que a permanência de Seguro), chegou finalmente aquele momento inadiável da democracia em que ou aparecem novos atores na cena política, ou o fim deste regime poderá tornar-se trágico.
Marinho e Pinto percebeu obviamente isto mesmo e decidiu avançar, deixando para trás a muleta de que precisou para uma primeira projeção institucional da sua pessoa na nuvem partidária. O MPT já era, venha o novo partido, de preferência sem borboletas à lapela!
Muita gente tem andado ultimamente à procura da rolha. Os diagnósticos estão feitos, a ideia central de que é preciso corrigir o sistema político é quase unânime, mas tem faltado o essencial: um protagonista, um ator dedidido a correr o risco de protagonizar a mudança do regime, levando-a a cabo, ou forçando-a decisivamente. Será António Marinho e Pinto? Se não for, quem será?
Estou convencido que o novo partido vai atrair entre 12 e 15% do eleitorado já em 2015. Estou mesmo convencido que a partir de amanhã Marinho e Pinto precisará de um call center para registar os milhares de voluntários —vindos de todo o espetro ideológico— preparados e com vontade de ajudar a montar, em meia dúzia de meses, a nova máquina partidária.
Claro está que um partido apostado na regeneração do sistema político pode namorar com Seguro, ou até com Passos Coelho, mas nunca com os socratinos que começam a entrar nas prisões por corrupção.
Quanto ao movimento Nós, cidadãos, que quer ser partido até ao fim deste mês, falta-lhe ainda um líder para que as suas ideias razoáveis e cordatas possam singrar.
PS: Nenhum melão é bom antes de abrir... O Marinho e Pinto parece mais inclinado para alianças de tipo social-democrata, enquanto o Nós, cidadãos, a quem falta de momento um líder, situa-se na área dos liberais democratas. Ou seja, Pinto poderá, em tese, viabilizar uma maioria insuficiente do PS, enquanto o Nós poderá vir a viabiizar uma maioria insuficiente do PSD, perfilando-se como alternativa ao CDS. A realidade é complexa, mas vamos tentando percebê-la. Resumindo, somos favoráveis à permanência do Seguro no PS, à continuação do trabalho de Passos Coelho no PSD, ao desaparecimento do CDS, e ao aparecimento de duas novas forças parlamentares de contrapeso: o novo partido do Marinho e Pinto, e o Nós, cidadãos. Recapitulando: O António Maria não tem partido, mas toma partido a cada momento, se possível de forma clara.
António Costa perdeu por KO o primeiro debate, e não ganhou o segundo
Interessante a opinião de Francisco Assis sobre o debate de ontem:
“Mau seria que os portugueses ficassem com a imagem de um PS reduzido a uma confrontação entre a pureza ética e a superioridade carismática. Se assim fosse seria lícito congeminar a existência de um grande vazio doutrinário”.
Como o poder tem horror ao vazio, da luta de galináceos que o debate sem ideias entre Costa (o provocador) e Seguro (que continua a deter as rédeas do partido, nomeadamente as preciosas dez federações, contra nove, de Costa, que serão maioria no próximo congresso) poderá surgir, para sarar as feridas e dar um novo alento e rumo aos sobreviventes, uma terceira via. Basta, para tal, que Francisco Assis aprenda com Matteo Renzi e surja rapidamente com um discurso inovador para o Partido Socialista, num qualquer congresso extraordinário antes das próximas Legislativas. Terá, curiosamente, o benefício da dúvida por parte de todas, ou quase todas, sensibilidades do partido...
A permanência insegura de Seguro, ou a vitória pírrica do massagista Costa, são dois cenários de medo, embora eu continue a defender que, entre os dois, venha o Diabo e escolha Seguro!
Depois do dia 28 de setembro (que raio de data!) Assis tem que meter a cabeça de fora e falar ao país.
Se não, o PS acabará por perder as próximas Legislativas, o que poderá custar-lhe a irrelevância partidária durante mais de uma década.
José Sócrates e António Costa, o 1 e o 2 do socratinismo da desgraça
No primeiro round, Seguro derrotou Costa por KO técnico
Apesar das monocórdicas opiniões dos analistas desmiolados de Lisboa, foi evidente que António Costa ficou mudo e quedo perante todas as acusações substantivas que lhe foram dirigidas por António José Seguro. O desleal e traidor Costa, disse o que não fez, fez o que negou, e permaneceu mudo quanto ao futuro. Não tem, além do mais, uma única ideia para o país. Jogador de Póker? Só mesmo os monocórdicos 'analistas' é que não perceberam que o sargento-ajudante de José Sócrates não tem jogo, e o bluff não se aguenta.
Se Costa ganhar as Primárias do PS, e se algum dia chegasse a PM, é evidente que iria aumentar os impostos (1). Doutra maneira como é que poderia alimentar
as dívidas da suja e esburacada Lisboa, o forrobodó partidário e a farra da insaciável malta pendurada no Orçamento? E é também evidente que iria dar guarida e proteger a tropa socratina e soarista até ao último corrupto. Seguro,
pelo contrário, disse que só por cima da sua demissão haverá aumento de
impostos num governo por si liderado, e que irá baixar o IVA da
restauração para a taxa intermédia (13%).
A posição que temos vindo a defender sobre o regime partidário é clara: precisamos de dois novos partidos com vocação negocial para a formação de maiorias com os partidos rotativistas (PS e PSD) —ou seja, é bom que Marinho Pinto tenha aparecido, e seria muito útil que o movimento Nós, Cidadãos conseguisse legalizar-se como partido ainda este ano. É, por outro lado, vital promover a rotação geracional dentro do PS e do PSD, já para não falar do PCP, que bem precisa de sair do cemitério estalinista-cunhalista. Nesta fase do campeonato, portanto, é irrelevante avaliar Pedro Passos Coelho e António José Seguro à lupa. O importante mesmo releva de outra ordem de prioridades: ambos estão a protagonizar revoluções internas de enorme relevância no PSD e no PS. Mau seria que os banqueiros corruptos caíssem um a um, e a corja rendeira e devorista que com eles conspirou saísse ilesa dos crimes cometidos contra o país e contra os portugueses.
Só 1/3 dos militantes votaram nas eleições para as
distritais do PS. Os restantes 60 mil filiados, que não votaram, ou não
existem, ou estão todos mortos, ou não lhes pagaram as quotas...
Entretanto, o universo das Primárias já vai em 145 mil eleitores. Resta,
pois, saber onde irão votar os 55 mil, ou mais, simpatizantes que se
inscreveram propositadamente para terem uma palavra a dizer nas
primeiras eleições primárias para designar o candidato a primeiro
ministro de um partido. O precedente foi aberto e se
der bom resultado irá certamente pressionar os demais partidos a fazerem
o mesmo ou algo de semelhante.
Recomendo, pois, aos eleitores tradicionais do PS, que nada têm que ver com as desgraças provocadas por José Sócrates e António Costa, entre outros governantes que conduziram Portugal à pré-bancarrota, que aproveitem esta possibilidade para determinar de modo inédito o futuro do Partido Socialista.
O António Maria é independente, mas declara, mais uma vez, o seu apoio inequívoco a António José Seguro neste combate contra a tentativa de assalto promovida por quem não tem ideias sobre coisa nenhuma —como se viu ontem e se verá nas prestações de António Costa nos próximos debates com António José Seguro— e apenas quer recuperar poder e privilégios justamente ameaçados.
O resultado mais imediato da guerra suja criada por soaristas e socratinos no PS é a quebra sucessivas das intenções de voto neste partido nas próximas legislativas, e a renovação da atual maioria à frente do próximo governo.
Intenções de voto após declarada a guerra intestina no PS
Pitagórica/jornal i — agosto, 2014
PSD+CDS=35%
PS=30%
Por outro lado, “a candidatura nacional de António Seguro sublinhou, dos atos eleitorais
nas 19 federações do Partido Socialista, os seguintes resultados:
1. Em número absoluto de votos, os apoiantes de António José Seguro tiveram uma vantagem de mais de 1200 votos. Apoiantes de António Seguro - 52,2% dos votos; Apoiantes de António Costa - 47,8% dos votos
2. Em número de presidentes por federação, os apoiantes de António Costa tiveram 10 e os apoiantes de António José Seguro tiveram 9.
3. Em número de delegados eleitos para congresso, os apoiantes de António José Seguro conquistaram 10 federações e os apoiantes de António Costa obtiveram 9 federações.”
Ou seja, mesmo que as Primárias apontassem Costa como futuro candidato do PS a primeiro ministro, eventualidade que seria uma demonstração de masoquismo por parte dos eleitores tradicionais do PS, o simples facto de as intenções eleitorais apontaram para uma derrota deste partido, deixaria António Costa, depois de toda esta faina, apeado: sem governo, nem partido, pois não vejo como tendo Seguro a maioria dos delegados eleitos para o próximo congresso fosse abandonar a sua posição de secretário-geral perante tão fraca demonstração do senhor Costa que, depois de uma entrada de leão, terá uma inevitável saída de sendeiro.
NOTAS
Quando Costa diz que baixou o IMI em Lisboa, esqueceu-se de dizer três coisas: 1) que tal redução, de 0,35% para 0,3% —prédios reavaliados— e de de 0,675% para 0,6% —prédios por reavaliar— resultou de uma proposta/imposição do PSD (ver notícia da época); 2) que a reavaliação dos prédios trouxe por si só um enorme acréscimo de receita à CML, permitindo por isso a descida deste imposto; e 3) que esta bonança foi também resultado do acréscimo pontual de receitas da sobre endividadade autarquia oriundo da venda dos terrenos do aeroporto à ANA, entretanto privatizada. E também se esqueceu de dizer que a cidade continua suja e com cada vez mais buracos por tapar.
Durão Barroso foi distinguido recentemente pela Universidade Económica Nacional de Hanoi com o doutoramento honoris causa/ FOTO LUONG THAI LINH / EPA.
Próximo presidente da república: António Guterres
"Não vou concorrer. Há quase 30 anos que estou na política, só com uma pequena interrupção. Comecei como secretário de Estado quando tinha 29 anos. Estive no Governo em Portugal como ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro. Fui líder da oposição e, agora, há dez anos que sou presidente da Comissão Europeia. Penso que preciso, pelo menos mereço, uma pausa da política e estou muito feliz" — Durão Barroso.
Com Durão fora da corrida (terá certamente outras incumbências), teremos Guterres, Santana e/ou Rui Rio na próxima corrida presidencial. Ou seja, Guterres ou Rio será o próximo PR. Se o PS ganhar as próximas eleições (algo duvidodo face à cisão em curso no PS), Rio será PR. Se o PSD renovar a maioria, então teremos Guterres em Belém. Vamos às apostas?
Creio sinceramente que o país só poderia piorar com um governo 'socialista', pois não vejo na guerra civil que vai neste partido um único neurónio a pensar, e as feridas que resultarão da tentativa (falhada) da corja socratina e soarista regressar ao poder serão suficientes para inquinar à partida qualquer 'alternatva socialista' à governação dura, mas que ainda vai precisar de ser mais dura, sobretudo relativamente à nomenclatura intacta que continua a afogar o país em despesa inútil, mordomias e intoxicação mediática, de Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque, Angela Merkel e Mário Draghi.
O colapso do regime está em curso, e não devemos esperar que os coveiros que nos trouxeram até aqui sejam capazes de fazer outra coisa que não seja enterrar-nos ainda mais.
É por esta razão de fundo que, objetivamente, só um entendimento entre Seguro e Passos Coelho seria capaz de gerir a balbúrdia que aí vem. Uma coligação do Bloco Central seria indesejável, por todos os motivos imagináveis. Mas um acordo de incidência parlamentar sobre questões vitais, como a diminuição do peso das burocracias e dos carteis rentistas na nossa sociedade, as liberdades individuais, e a defesa efetiva do direito individual e familiar à propriedade privada e ao poder de compra das poupanças, parece-me imprescindível a qualquer solução durável da gravíssima crise em que estamos.
Antonio — I'm emailing you again because the Senate is at stake.
If the GOP gains just six seats, the same Republicans who just voted to sue me will control both houses of Congress.
Republicans will control everything in Congress from Medicare to education. I don't need to tell you how devastating the consequences would be.
That's why the DSCC is building an enormous voter mobilization program to win. But I know first hand: Launching field offices and recruiting new volunteers takes time and work, and it's not cheap.
I need you today. Will you pitch in to stop a Republican Senate takeover? Gifts will be triple matched for a single day only.
Pitch in $3 IMMEDIATELY >>
Pitch in $8 IMMEDIATELY >>
Pitch in $17 IMMEDIATELY >>
Pitch in $25 IMMEDIATELY >>
Pitch in $35 IMMEDIATELY >>
Or donate another amount >>
The election is in just 68 days. That means we have very little time — just over two months — to knock on doors, register voters, and win this thing.
What you do right now will determine what direction our country takes: Will you let Republicans take charge of everything from the future of Medicare to education? Or will you make sure Democrats stay in charge?
Join me in this fight — pitch in and your gift will be triple matched before midnight.
Thank you,
Barack Obama
Dear President Barack Obama,
Even if I could help you, I wouldn't before you'd be able to get the neocons upper hand out of your foreign policy.
Before sending you a penny I would ask you to leave Europe and Russia in peace.
Russia is a peaceful country and has never invaded other countries but for obvious defensive reasons. We Western Europeans did, as your country is doing for more than a century.
USA has been a stealth intruder and deadly presence over the entire planet for too many years now. So please stop it.
USA will need Europe and Russia more than Russia and Europe will ever need USA.
All empires have passed away so far. USA is a deprecated virtual empire and should learn to live with it, like many others did.
My country, Portugal, was once a world empire. It last for about 600 years (1415-1999), though the deprecating phase took more than four centuries — 469 years since our old Escudo stop being a world reserve currency. From 1999 onwards we returned to our 1143 national boundaries. The same has happened to all other empires before.
I think, Mr Obama, that overthrowing the elected government of Ukraine as you did, is not only illegal but a very stupid move against USA own long-term interests. You should have supported Russia, Turkey and Ukraine integration in the European Union instead. Making of NATO a transvestite of American offensive power against Russia is a very serious mistake that can cause another big war in Europe.
There is not much oil, we all know now. We need to learn how to share this precious resource without killing millions of innocent people as has been the case for so many years. We need to work hard for a new transitional economy, and for a new resilient society.
If I could one day hear from you other news than war news, then I would send a couple of euros to your campaign.
O petróleo barato chegou ao fim. O período de transição já começou.
Estaremos a tempo de evitar o pior?
O colapso já começou, como começa a ser evidente para todos nós, e se verá melhor ainda em 2015. Este colapso anunciado pode, no entanto, ser mais ou menos ordenado, mais ou menos catastrófico. Tudo depende das medidas que forem entretanto tomadas. Sugerimos algumas, necessárias e urgentes, nomeadamente em Portugal:
Integrar a Rússia (e a Ucrânia) na União Europeia e na NATO.
retirar os recursos estratégicos (água, redes energéticas, transportes e telecomunicações) do circuito rentista, comercial e especulativo do capitalismo, submetendo todos estes setores, numa fase intermédia, a um colete de supervisão e transparência reforçado.
diminuir o consumo de petróleo, e aumentar a produção energética local OFF-THE-GRID.
desmaterializar a economia e o consumo: mais serviços online e mais desporto, saúde, turismo e cultura locais; menos betão; menos automóveis, mais transporte aéreo Low Cost e mais comboios e transportes coletivos de qualidade.
diminuir o peso orçamental, fiscal e humano das burocracias, nomeadamente públicas, em nome do bem-estar e felicidade das comunidades, e da preservação efetiva do chamado 'estado social'.
reforçar as democracias, reformando drasticamente as suas instituições — diminuir o peso da partidocracia e das corporações nas decisões democráticas; instituição de referendos nacionais, regionais e locais para a tomada de decisões que afetem a vida presente e futura dos cidadãos;
instituição de um Rendimento Básico Universal e Incondicional, como meio de atalhar vários problemas complexos próprios das sociedades de transição decorrentes, nomeadamente, do crescimento da produtividade tecnológica, do custo da concentração urbana, do aumento da esperança de vida das pessoas, e da globalização económica — a multiplicação de mecanismos improvisados de emergência social fora de qualquer escrutínio democrático é ineficiente, socialmente injusto e fonte de enorme corrupção.
acabar com a relação perversa entre governos, bancos centrais e especulação financeira mundial, instituindo-se neste particular um conjunto de princípios e regras fiscais universais, justas e equilibradas.
favorecer uma demografia saudável e equilibrada, onde as migrações sejam reguladas de forma transparente e não oportunista.
apostar na desmaterialização progressiva dos processos de informação, ensino e aprendizagem, cuidados de saúde e justiça, com o consequente alívio das correspondentes pressões orçamentais.
defender as liberdades individuais e o direito de propriedade dos indivíduos e das famílias, nomeadamente contra o peso avassalador, autoritário e ilegítimo das grandes corporações e das grandes burocracias.
Para Dennis Meadows, co-autor de The Limits to Growth, já não há nada a fazer, a não ser aumentar os níveis individuais e coletivos de resiliência
Os Limites do Crescimento vistos por uma universidade australiana
Um estudo da universidade australiana de Melbourne analisa o célebre relatório The Limits to Growth (1972) e conclui que as previsões desterelatório encomendado pelo Clube de Roma e pela Volkswagen foram acertadas: 2030 será mesmo um ano charneira, isto é, o início de um colapso sem precedentes, pré-anunciado, aliás, pela forte quebra global da produção industrial per capita que certamente veremos ocorrer em 2015.
Is Global Collapse Imminent?
The Limits to Growth “standard run” (or business-as-usual, BAU) scenario produced about forty years ago aligns well with historical data that has been updated in this paper. The BAU scenario results in collapse of the global economy and environment (where standards of living fall at rates faster than they have historically risen due to disruption of normal economic functions), subsequently forcing population down. Although the modelled fall in population occurs after about 2030—with death rates rising from 2020 onward, reversing contemporary trends—the general onset of collapse first appears at about 2015 when per capita industrial output begins a sharp decline. Given this imminent timing, a further issue this paper raises is whether the current economic difficulties of the global financial crisis are potentially related to mechanisms of breakdown in the Limits to Growth BAU scenario. In particular, contemporary peak oil issues and analysis of net energy, or energy return on (energy) invested, support the Limits to Growth modelling of resource constraints underlying the collapse.
in
Is Global Collapse Imminent?
An Updated Comparison of The Limits to Growth with Historical Data
Author: Dr Graham M. Turner
Research Paper No. 4 August 2014 (PDF)
Bancos centrais jogam na bolsa e com derivados financeiros
Como os bolsos dos bancos centrais não têm fundo (1), as subidas artificiais dos mercados acionistas podem ser o resultado de uma manipulação gigantesca de que os bancos centrais têm provavelmente sido os grandes protagonistas. A Federal Reserve, o Bank of England, o BCE, o Bank of Japan, o People's Bank of China, o Deutsch Bundesbank (e o Banco de Portugal?) podem ter andado desde 2010 a jogar no casino das ações e dos derivados financeiros não regulados. É pelo menos isto que resulta de uma observação cuidada do documento acima publicado, oriundo do CME Group — “the world’s leading and most diverse derivatives marketplace, handling 3 billion contracts worth approximately $1 quadrillion annually (on average). The company provides a marketplace for buyers and sellers, bringing together individuals, companies and institutions that need to manage risk or that want to profit by accepting risk.”.
Se for assim, como parece, o Banco de Portugal poderá estar à beira de um ataque de nervos. A guerra declarada entre o presidente da república, o governo e o dito banco central indígena, a propósito da trapalhada do BES pode não ter ainda saído do adro deste regime em fim de ciclo.
Cavaco levanta dúvidas sobre informação que recebeu no caso BES
Sofia Rodrigues, Público, 07/09/2014 - 14:23
Presidente da República Cavaco Silva disse este domingo esperar que o Governo assim que “tenha conhecimento de informação relevante a comunique” e que espera ter sido essa a situação no caso BES.
Em Arganil, onde participou nas comemorações no dia do município, Cavaco Silva começou por responder aos jornalistas sobre as declarações públicas que fez sobre o BES, ainda antes de ter sido dividido em dois. “O Presidente não tem ministérios, não tem serviços de fiscalização política, recebe a informação das entidades oficiais e espera que o Governo logo que tenha conhecimento de informação relevante a comunique. Eu espero que tenha acontecido assim, que é o que resulta da Constituição”, afirmou o Presidente da República.
No dia 21 de Julho, Cavaco Silva afirmou que os portugueses podiam confiar no BES de acordo com informações que recebia do Banco de Portugal.
Nós já tínhamos alertado (aqui e aqui) para a manipulação das informações sobre o resgate do BES, mas foi preciso o advogado Miguel Reis vir a terreiro, em nome dos seus clientes, acusar o presidente da república de prestar informação enganosa, para que Cavaco Silva viesse hoje lembrar o que disse em Seul sobre o BES no dia 21 de julho, ou seja, seis dias depois da compra de ações do BES pela Goldman Sachs, Desco e Baupost, mas um dia antes de esta compra ser divulgada pelo banco à CMVM, e quarenta e oito horas antes de a notícia vir a público. Acontece que no dia 23 de julho a mesma GS desfez-se da posição qualificada (passando de 2,27% para 1,91% do capital acionista), motivo suficiente para que o Banco de Portugal, o Governo e o Presidente da República tivessem lançado os necessários, embora cautelosos, avisos à navegação — o que nenhum deles fez. Porquê? Não sabiam da saída apressada da Goldman? Claro que sabiam!
Aqui chegados é importante percebermos que a complexidade da crise financeira continua a aumentar dia a dia.
O mais recente plano de Mario Draghi (levar o BCE a comprar ABS - Asset Backed Securities - senior portions of that...) pode acabar por revelar-se um tiro no escuro, ou mais um discurso para empurrar a crise com a barriga, à custa de mais dívida pública europeia a cobrar aos pagadores de impostos do costume.
Why Draghi's ABS "Stimulus" Plan Won't Help Europe's Economy Zero Hedge. Submitted by Tyler Durden on 09/05/2014 15:29 -0400
Simply put, the reason why Mario Draghi's impressively-pitched ABS 'stimulus' QE-lite plan won't help can be summed up in 2 words "unencumbered assets." There is simply a lack of the right quality collateral, that has not already been swapped with the ECB (or delevered off balance sheets), for this to make a difference. However, as Bloomberg reports, the plan will not even get that far.. because the market for these assets is incapable of supporting this size of buying. As one major ABS asset manager notes, it takes him about three months to buy 1 billion euros of these securities, "the number that's circulating the market is 500 billion euros, but where is he going to get it from?" Add to that the report from Die Welt that The ECB lacks sufficient expertise for ABS purchases, and as another major European ABS manager concludes, "I don't see either a capital relief for banks or the banks giving more credit to the real economy." Still, it's fun to believe Draghi's promises, right?
Por outro lado, sabe-se agora que os bancos centrais têm andado a alimentar artificialmente as bolsas, como se fosse a única notícia boa a dar num castelo de cartas em derrocada.
It's Settled: Central Banks Trade S&P500 Futures Zero Hedge. Submitted by Tyler Durden on 09/01/2014 09:02 -0400
Based on the unprecedented collapse in trading volumes of cash products over the past 6 years, one thing has become clear: retail, and increasingly, institutional investors and traders are gone, probably for ever and certainly until the Fed's market-distorting central planning ends. However, one entity appears to have taken the place of conventional equity traders: central banks.
Courtesy of an observation by Nanex's Eric Hunsader, we now know, with certainty and beyond merely speculation by tinfoil fringe blogs, that central banks around the world trade (and by "trade" we mean buy) S&P 500 futures such as the E-mini, in both futures and option form, as well as full size, and micro versions, in addition to the well-known central bank trading in Interest Rates, TSY and FX products.
In fact, central banks are such active traders, that the CME Globex has its own "Central Bank Incentive Program", designed to "incentivize" central banks to provide market liquidity, i.e., limit orders, by paying them (!) tiny rebates on every trade. Because central banks can't just print whatever money they need, apparently they need the CME to pay them to trade.
"Cluster Of Central Banks" Have Secretly Invested $29 Trillion In The Market Zero Hedge. Submitted by Tyler Durden on 06/16/2014 07:22 -0400
Another conspiracy "theory" becomes conspiracy "fact" as The FT reports "a cluster of central banking investors has become major players on world equity markets." The report, to be published this week by the Official Monetary and Financial Institutions Forum (OMFIF), confirms $29.1tn in market investments, held by 400 public sector institutions in 162 countries, which "could potentially contribute to overheated asset prices." China’s State Administration of Foreign Exchange has become “the world’s largest public sector holder of equities”, according to officials, and we suspect the Fed is close behind (courtesy of more levered positions at Citadel), as the world's banks try to diversify themselves and "counters the monopoly power of the dollar." Which leaves us wondering where are the central bank 13Fs?
Bank Of Japan Plunge Protection Team Goes Into Overdrive, Buys Most ETFs Since 2010 Zero Hedge. Submitted by Tyler Durden on 08/14/2014 09:29 -0400
While the mainstream media has become used to the daily buying of bonds by The Fed, mention that they are buying 'stocks' and suddenly one is labeled a conspiracy theory wonk - despite 1) the fact that they are, and 2) they have admitted that equity wealth creation is a policy tool. However, ignoring the almost daily vertical ramps in US stocks and volatility from a seemingly bottomless pit of margin; the Bank of Japan has been buying stocks (directly through ETFs) for years... and as the Nikkei began to turn down in early August, the WSJ reports the BoJ undertook the longest and largest consecutive buying streak since it started purchasing ETFs in December 2010.
O medo da deflação
A deflação ameaça sobretudo os devedores, para quem a reflação, ou um pouco de inflação, seria uma maneira de desvalorizar as dívidas e de obrigar o aforro a sair dos bancos e dos colchões. Acontece que ninguém quer investir, nem mesmo nas bolsas (já vimos que a festa é patrocinada pelos bancos centrais), e portanto a deflação é mesmo uma ameaça que se perfil no horizonte. Só que à deflação pode seguir-se... a hiperinflação.
O Japão aposta na ilusão do dinheiro: pequenos aumentos salariais estimulam o comportamento consumista e, portanto, a retoma, dizem. Mas como o iéne continua a desvalorizar, e o imposto sobre consumo aumentou, cedo as populações perceberão que os aumentos salariais foram rapidamente comidos pelos impostos e pela desvalorização da moeda. Ou seja, o declínio dos rendimentos reais do trabalho acabará por ser percebida pela população que, por esta via, regressará aos comportamentos de poupança. E assim sendo, a economia japonesa continuará a sua marcha de declínio, com uma dívida pública ingovernável e uma balança comercial que se deteriora face à concorrência da China, Índia, Vietname, México, etc....
Em Portugal os sindicatos exigem aumentos (na realidade, apenas exigem o aumento do salário mínimo), num ambiente caracterizado por uma extraordinária agressividade fiscal, pela perda de regalias e de rendimentos do trabalho, e ainda pela recente desvalorização do euro face ao USD. O impacto dos pequenos aumentos no consumo será pois efémero, e o resultado final poderá resumir-se a mais retração do consumo, menos vendas, preços em queda, falências e... desemprego. Em suma, o ministério da segurança social, acarinhado pelo CDS, continuará a precisar de cada vez mais dinheiro para subsidiar o desemprego e a fragilidade social crescente. Os empresários da fome, e a Igreja agradecem!
ÚLTIMA HORA
A bronca produziu efeito: a partir de 15 de setembro a CME proíbe o que chama 'práticas disruptivas', entre as quais se encontram, claro, os negócos com bancos centrais!
These Kinds Of Market-Rigging "Practices" Will No Longer Be Allowed On The CME Zero Hedge. Submitted by Tyler Durden on 09/08/2014 17:31 -0400
It has been an interesting week for the CME: first it was revealed a week ago that in order to “stimulate” the market, the CME is willing to pay central banks a liquidity rebate in order for the world’s monetary authorities to “make markets” in the most important S&P 500 future, the E-Mini, confirming not only that central banks directly trade the S&P 500, but are incentivized to nudge it along the preferred central bank direction: up. Then last week, none other than the CME’s own 10-K proved that something changed in 2013, when for the first time central banks officially became counted as clients of the biggest US derivative exchange.
Today, the CME’s fall from efficient market grace accelerate when it advised the CFTC that the derivative market would be adopting a new Rule 575 to eliminate “Disruptive Practices Prohibited.”
NOTAS
Aos governos, para obterem o dinheiro de que os bancos centrais precisam, basta-lhes empobrecer os "sem dentes" (como lhe chama o "socialista" François Hollande), através da expansão monetária (ou seja, da desvalorização do dinheiro e correspondente expropriação das poupanças), através do desemprego e dos cortes salariais resultantes da paralização económica, através do assalto fiscal, e ainda recorrendo à manipulação das taxas de juro e câmbio. No entanto, o jogo pode não resultar, como parece ser o caso neste momento. A expansão da massa monetária já esgotou a capacidade de crescimento keynesiano convencional da economia e, aparente paradoxo, por mais dinheiro que os governos decretem, este não é transmitido, nem portanto circula na economai, ficando retido nos bancos centrais, ao mesmo tempo que continua a alimentar dívidas soberanas imparáveis, potencialmente catastróficas.